Qualidade ambiental de PG não depende apenas de grandes parques | aRede
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Qualidade ambiental de PG não depende apenas de grandes parques

Conselheiro, arquiteto acredita que é preciso pensar a arborização urbana como uma rede verde contínua dentro da cidade

Henrique Wosiack Zulian é conselheiro na área de Urbanismo
Henrique Wosiack Zulian é conselheiro na área de Urbanismo -

Rodolpho Bowens

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O conselheiro de Urbanismo do Grupo aRede, Henrique Wosiack Zulian, explica que parques urbanos, como os planejados em Ponta Grossa, são essenciais. Entretanto, ele lembra que é preciso pensar a arborização urbana como uma rede verde contínua - o debate é referente a uma reportagem especial do Portal aRede.

Para o arquiteto e urbanista, é também importante transformar ruas e avenidas em corredores verdes. Isso traz conforto térmico ao município, o tornando mais agradável para as pessoas e mais humano. Por fim, ele destaca que esse tipo de urbanização é o que as cidades do futuro precisam construir.

Confira abaixo a opinião na íntegra de Henrique, graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), pós-graduado pela Escola da Cidade e mestre na área de Projeto Arquitetônico pela Universidade de São Paulo (FAU-USP). Ele também tem dezesseis premiações em concursos de arquitetura pelo Brasil, inclusive em Ponta Grossa:

"A discussão sobre novas áreas verdes em Ponta Grossa é extremamente positiva e necessária. A cidade cresce, recebe novos moradores, expande sua malha urbana e, naturalmente, precisa acompanhar esse crescimento com infraestrutura ambiental.

Hoje, os dados mostram que Ponta Grossa possui cerca de 7,3 m² de área verde por habitante, abaixo da recomendação internacional de 12 m² por pessoa. Isso por si só já indica que ampliar parques, recuperar fundos de vale e investir em corredores ecológicos é um caminho importante.

Mas existe um ponto fundamental que precisa entrar nessa discussão: a qualidade ambiental da cidade não depende apenas de grandes parques.

Parques são essenciais, mas a vida urbana acontece principalmente nas ruas, nas calçadas e nos bairros. É aí que entra uma estratégia que muitas cidades do mundo vêm adotando: pensar a arborização urbana como uma rede verde contínua, e não como pontos isolados.

VÍDEO
Assista à opinião do conselheiro Henrique | Autor: Colaboração.

Isso significa transformar ruas e avenidas em corredores arborizados, criando sombra, conforto térmico e ambientes mais caminháveis. Uma cidade que oferece sombra nas calçadas, árvores nas vias e espaços públicos agradáveis estimula algo fundamental: as pessoas voltarem a caminhar pela cidade e permanecerem nos espaços públicos.

Outro ponto importante é a distribuição dessas melhorias. Historicamente, muitas cidades brasileiras investiram mais em áreas centrais, enquanto bairros periféricos ficaram com menos infraestrutura urbana qualificada. Se novos parques e projetos ambientais surgirem, é essencial que eles também ajudem a qualificar os bairros periféricos, levando espaços públicos dignos, áreas de convivência e arborização para quem muitas vezes tem menos acesso a esses equipamentos.

Ou seja, o desafio não é apenas criar novos parques, mas reconstruir a relação entre natureza e cidade.

Quando parques, rios, calçadas arborizadas e vias verdes passam a formar uma malha conectada de infraestrutura verde, a cidade se torna mais resiliente ao calor, mais agradável para caminhar e, principalmente, mais humana.

E é exatamente esse tipo de urbanização que as cidades do futuro precisam construir".

CONSELHO DA COMUNIDADE

Composto por lideranças representativas da sociedade, não ocupantes de cargo eletivo, totalizando 14 membros, a iniciativa tem o objetivo de debater, discutir e opinar sobre pautas e temas de relevância local e regional, que impactam na vida dos cidadãos, levantados semanalmente pelo Portal aRede e pelo Jornal da Manhã, com a divulgação em formato de vídeo e/ou artigo.

Conheça mais detalhes dos membros do 'Conselho da Comunidade' acessando outras notícias sobre o projeto.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DO ARTIGO

- Déficit de Áreas Verdes e Expansão: Henrique aponta que Ponta Grossa possui atualmente 7,3 m² de área verde por habitante, índice abaixo dos 12 m² recomendados internacionalmente. Ele reforça que ampliar parques e recuperar fundos de vale é um passo urgente para equilibrar o crescimento acelerado da malha urbana;

- Conectividade e Caminhabilidade: para o urbanista, a arborização deve ser tratada como uma 'rede verde contínua' e não como pontos isolados. Ao transformar ruas e avenidas em corredores arborizados, a cidade ganha conforto térmico e sombra, incentivando as pessoas a voltarem a caminhar e a ocupar as calçadas e espaços públicos de forma mais humana;

- Equidade e Resiliência nos Bairros: o artigo destaca a necessidade de democratizar o acesso à natureza, levando infraestrutura qualificada e áreas de convivência dignas para as periferias, e não apenas para o centro. Essa integração total entre malha urbana e meio ambiente é o que torna a cidade mais resiliente ao calor e preparada para os desafios do futuro.

VEJA MAIS OPINIÕES SOBRE O ASSUNTO

- Novas áreas verdes são necessárias para uma cidade que cresceu sem planejamento;

- Novos parques de Ponta Grossa são muito mais do que áreas de lazer;

Áreas verdes planejadas impulsionam turismo e sustentabilidade urbana.

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