Namorar ou morar junto: qual o tipo de relacionamento ideal? | aRede
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Namorar ou morar junto: qual o tipo de relacionamento ideal?

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Em tempos de contatos virtuais e instáveis, para muita gente o namoro deixou de ser uma opção de relacionamento considerada ideal. Avessos a compromissos, homens e mulheres - principalmente mais jovens - preferem a superficialidade do "ficar". Mas até que ponto este tipo de relação é bem-vinda? Como ela interfere na formação de valores e na maturidade emocional? E o namoro, é mesmo a melhor forma para conhecermos nossa cara metade?

O psicólogo Alexandre Bez, especializado em relacionamentos, afirma que o namoro ainda prepara para o casamento, mas tem prazo de validade. Destaca também que é esse o período que o casal tem para se descobrir e aprender a conviver com as alegrias e dificuldades.

Alexandre Bez diz que o período de três anos é o suficiente para o casal se conhecer e traçar metas. Se optar por morar junto, 2 anos são excelentes para viver a experiência. "O namoro não pode entrar na fase de acomodação, pois nesse caso é muito difícil partir para algo mais concreto", completa o psicólogo.

A fase de acomodação se dá quando um dos dois, geralmente o homem, fica desleixado em relação ao relacionamento e à mulher. Ele deixa de ser carinhoso, atencioso e educado. Quanto ao relacionamento sexual, não sente a necessidade de impressionar, não há preocupação em satisfazer a namorada e, geralmente, a freqüência do ato diminui. Ele reclama mais e deixa de agradá-la como costumava acontecer no início do namoro.

Como para toda regra há uma exceção, Bez comenta que em alguns casos o casal pode namorar pelo resto da vida, mas desde que exista um pré-acordo de não construir algo mais concreto, como o casamento. "Hoje em dia é muito comum ver mulheres que passaram dos 40 anos com esse tipo de acordo, pois já passaram por uma experiência negativa com o casamento ou temem ficar sozinhas" comenta o psicólogo.

Fase de testes

Para o especialista, a vida moderna traz uma excelente opção para o casal que deseja casar no papel: morar um tempo juntos antes do se casar. "O casal poderá se descobrir ainda mais, pois vivenciará situações novas, como divisão de contas, aprender a respeitar o espaço alheio e a se verem a todo o momento". Para Bez, essa fase que antecede o casamento pode trazer grandes benefícios para a união estável do casal. A primeira experiência fora da casa dos pais pode trazer mais maturidade para ambos.

Vale ressaltar que a decisão de morar junto influencia na vida da família, principalmente, se os pais vêm de uma cultura rígida e não permitem tal escolha. Deve-se tentar convencer os pais de que é o caminho certo e que ambos são maduros para tomar decisões. "Convide-os para um jantarzinho íntimo para oficializar tal decisão e argumentar as escolhas do casal" incentiva o psicólogo.

Bez diz ainda que "hoje em dia, há muitas pessoas que passam por crises existenciais e projetam no outro seus anseios e desejos". Existem aqueles que não querem ficar sozinhos ou temem a realidade e iniciam um relacionamento. "Há pessoas que se envolvem com outras para suprir a presença de um grande amor que se foi. Essa é a mais triste maneira de iniciar um relacionamento, pois é inevitável uma comparação entre elas", completa o especialista.

Atualmente, as mulheres se casam mais tarde em razão da independência financeira. Esgotam todas as possibilidades de relacionamentos, se apaixonando diversas vezes para testar a compatibilidade com a outra metade. Querem aprender como lidar com o outro e a se impor na relação amorosa. "Antigamente os casamentos eram arranjados pelo pai, e as moças não tinham escolha, hoje em dia o "ficar" amplia o círculo de relacionamento e dificulta a estabilidade emocional" explica Bez.

Dicas para os namorados se conhecerem melhor

  • Aprendam a compartilhar a vida diária - dividir com o companheiro (a) angústias, problemas no trabalho, dificuldades financeiras;
  • Dividam sonhos e sentimentos - programem, por exemplo, a compra da casa própria, hora ideal para a chegada dos filhos, um passeio para o final de ano;
  • Argumentem - a conversa ainda é a melhor maneira de as pessoas se entenderem;
  • Organizem programas com os colegas - não se afastem dos amigos e colegas, programem passeios como teatro, cinema, organizem encontros em casa e com amigos;
  • Riam dos próprios defeitos - enfrentar as dificuldades com bom humor é mais saudável;
  • Tenha tempo só para você - reserve um tempo só para você relaxar, curtir suas músicas preferidas, ir ao cabeleireiro, ao estádio de futebol;
  • Fundamento psicológico: não confunda liberdade com libertinagem.
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