Líder do PR orienta contra o impeachment
No entanto, o próprio líder admitiu as dissidências e os votos favoráveis à continuidade do processo e disse que eles serão respeitados
O líder do PR, deputado Aelton
Freitas (MG), subiu na tribuna do plenário da Câmara dos Deputados hoje (17)
para orientar seu partido contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. No entanto, o
próprio líder admitiu as dissidências e os votos favoráveis à continuidade do
processo e disse que eles serão respeitados pelo partido.
“Rejeitamos qualquer forma de
ideologia exclusiva, opressora ou obediente a uma visão hermética sobre a
realidade. O PR é de natureza plural, ampla e irrestrita”, disse, em seu
discurso. “Por conseguinte, trata-se de uma legenda em que não se pode esperar
o fundamentalismo para a resolução de divergências”, completou.
O líder do PR ressaltou, no
entanto, que o partido tem comando e que a Executiva Nacional decidiu fechar
questão contra o impeachment. De
acordo com ele, embora haja respeito às divergências e o reconhecimento de que
cada deputado votará segundo a própria consciência, isso “não quer dizer que
alguém adotou critério aleatório, de ocasião, para que o partido decidisse
adotar voto contra o impeachment”.
Aelton Freitas declarou que o atual
processo de impeachment está colocando “a vontade acima do império
da lei” e que não é condizente com o que determina a Constituição brasileira.
“Um processo de impeachement que partiu de parâmetros voláteis”, afirmou.
Para ele, está claro que não
houve dolo por parte da presidenta da República ao atrasar os pagamentos a
bancos públicos pelo repasse de programas sociais – manobra que ficou conhecida
como pedaladas fiscais. E tampouco, disse, na edição de decretos orçamentários
que não forma submetidos à aprovação do Congresso Nacional.
“Não houve dolo porque a
presidenta confiou no juízo do Tribunal de Contas da União”, afirmou, lembrando
que outras contas de ex-presidentes da República haviam sido aprovadas pelo
tribunal em situação semelhante à de Dilma Rousseff.