Histórica fábrica da Cargill em PG é estratégica no mercado
Unidade é primeira fábrica da multinacional no Brasil, onde faz o processamento de soja e produz óleo, farelo e lecitina. Fábrica recebe constantes investimentos para modernização e bem-estar

A região dos Campos Gerais conta com duas unidades de uma das maiores empresas do agronegócio no mundo: a Cargill. Com fábricas em Ponta Grossa e em Castro, a empresa realiza nesses complexos fabris o processamento de soja e de milho. Enquanto a fábrica de Castro foi inaugurada em 2014, a unidade em Ponta Grossa é especial para a empresa, por ser a primeira fábrica da Cargill no Brasil, instalada em 1973, sendo também uma das primeiras multinacionais de Ponta Grossa.
Ao longo desses mais de 50 anos, a Cargill contribuiu para fomentar o setor nos Campos Gerais e em todo o estado, com o recebimento de grãos dos produtores, além de contribuir com o crescimento de Ponta Grossa, ao gerar empregos e renda, impulsionando a economia local. Hoje, a empresa conta com mais de 200 colaboradores.
Nessa unidade, a Cargill faz o processamento de soja, com capacidade de processar 2,3 mil toneladas de soja por dia. “Recebemos os grãos de cooperativas, de produtores da região, e temos essa parceria de trabalhar em conjunto, para que possamos transformar esses produtos em farelo e óleo, propiciando a nutrição, tanto aqui na região dos Campos Gerais, no Brasil, e à exportação, para diversos países do mundo”, resume Klayton Araújo, superintendente da Cargill em Ponta Grossa.
Além do farelo de soja e do óleo degomado, a unidade também produz casca peletizada e lecitina. “Nossa produção equivale a 80% para exportação. Os outros 20% nós atendemos os clientes de mercado interno”, revela Emilly Ramos, analista de logística.
Embora seja a primeira fábrica da Cargill no país, a unidade em Ponta Grossa é bastante tecnológica e recebe muitos investimentos no processo produtivo, para sempre estar atualizada. “Nós viemos investindo em sustentabilidade, em cogeração que nós temos na planta. Investimos em novos produtos, como na lecitina e também na modernização de ativos, para continuarmos sendo competitivos no mercado”, diz Klayton.
A estrutura também é pensada nas pessoas, com inúmeros benefícios, revela Taísa Pincelli, especialista de Recursos Humanos. “Oferecemos apoio aí à saúde mental, programas de incentivo à Educação; temos as salas de descanso que promovem o bem-estar para todos os nossos colaboradores”, entre outras estruturas, como um empório, espaço ecumênico, e outras vantagens. Há, ainda, ações junto à comunidade, com a Fundação Cargill; desenvolve o projeto Semeando o Futuro; incentiva o projeto Realiza, de logística reversa, e apoia o Projeto Vamos Ler, de educação para mídias digitais junto às crianças.
Para os próximos anos, Klayton revela um futuro promissor para a unidade local. “Nosso propósito é de nutrir o mundo de forma responsável, sustentável e segura. Desta forma, continuar protegendo o que mais importa, que são as pessoas, os processos, os nossos produtos e o planeta, e continuar com as nossas modernizações, com investimentos, que é importante para continuarmos sempre competitivos”, conclui.
GALERIA DE FOTOS
Anuário 'Caminhos do Paraná'
Este conteúdo integra a 17ª edição do anuário do Grupo aRede, intitulado "Caminhos do Paraná", cujo tema central é "A Força do Agro". A publicação mudou o nome de "Caminhos dos Campos Gerais" para "Caminhos do Paraná", expandindo o foco para todo o estado. Com mais de 200 páginas, esta é a maior edição da história do projeto editorial. O livro detalha a força do agronegócio paranaense, abordando tecnologia, sustentabilidade e cooperativismo diante de centenas de lideranças regionais.

























