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Frísia tem alta média produtiva e eleva a renda dos produtores

Segunda cooperativa agroindustrial mais antiga do Brasil, a Frísia alcançou uma média produtiva superior à estadual e auxiliou os cooperados a obterem uma renda maior na venda dos grãos

Produtividade recorde na soja e no milho coloca a Frísia acima da média estadual e evidencia os benefícios do cooperativismo no campo
Produtividade recorde na soja e no milho coloca a Frísia acima da média estadual e evidencia os benefícios do cooperativismo no campo -

Fernando Rogala

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A Região dos Campos Gerais consolidou a maior safra de soja de sua história. Conforme o balanço divulgado pelo Departamento de Economia Rural, ao final de maio de 2026, o rendimento médio alcançado, com 100% das áreas colhidas, foi de 4,3 mil quilos por hectare, valor recorde na região. Em uma área de 547 mil hectares plantados, a produção ficou na casa de 2,35 milhões de toneladas. No milho, essa produção também foi alta, com rendimento de quase 12 mil quilos por hectare, outro recorde.

O produtor Fabio Pontarollo é um exemplo. Ele plantou um total de 350 hectares e obteve um rendimento médio por hectare de 4,5 mil quilos, e de 14,4 mil quilos no milho. “O milho foi bem favorável, fechamos acima de 240 sacas por hectare. Na questão da soja, faltou um pouquinho de chuva no final ali, e isso diminuiu um pouco da produtividade. Mas ainda assim, conseguimos 75 sacas por hectare”, revela.

Fábio é cooperado há seis anos da Frísia, cooperativa agroindustrial localizada em Carambeí, na região dos Campos Gerais. A Cooperativa destaca que a produção, de fato, teve alto rendimento nessa safra 2025/2026, principalmente no milho. Enquanto na soja a média de cooperativa foi de 4,3 mil quilos por hectare, em uma área de 106 mil hectares, no milho a produção ficou na casa dos 13 mil quilos por hectare em 29 mil hectares plantados – valor acima da média regional e estadual.

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Assista à reportagem da Expedição 'A Força do Agro' no vídeo acima. | Autor: aRede.info

A atuação da Frísia junto aos associados também foi essencial para que esses resultados de alta produtividade fossem alcançados pelos cooperados. “Resultados nós colhemos através de tempo e processo. A aderência dos cooperados a ouvir, conhecer e credenciar nossos agrônomos, que realmente têm uma visão técnica e não comercial, faz a diferença. E desde a rotação de cultura, escolha de materiais genéticos, insumos de qualidade, fazem com que haja esse crescimento e potencialização do teto produtivo”, relata Francis Bavoso, gerente de sustentabilidade agrícola da Frísia.

Apesar dessa média produtiva, os custos de implantação das culturas e os preços de venda dos grãos não foram favoráveis aos agricultores, trazendo um rendimento abaixo do esperado. E é aqui que está a importância de os produtores serem associados a uma cooperativa: Francis antecipa que o principal insumo nesse momento é a informação aos produtores, e a ação da Frísia em dois cenários.

“O primeiro cenário é tentar fazer com que o produtor garanta um preço de venda para arcar com os custos dos insumos, ou seja, empatar o cenário de custos versus venda. E trabalhamos muito com o produtor na questão da escala de verticalizar. Então, ter rotações de cultura de milho, soja e incluindo atividades de inverno”, diz Francis.

Para o futuro, Fábio assegura que seguirá com a parceria com a Frísia, por enxergar essa união como essencial para superar as adversidades e agregar mais valor à produção. “É a soma de forças, é a junção das forças em prol de um objetivo em comum. Então, eu não tenho dúvida de que o cooperativismo vai ser bom e vai ser cada vez melhor para a gente”, conclui.

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  • A safra de soja registrou rendimento médio de 4.300 quilos por hectare nos Campos Gerais, a maior marca já alcançada na região
    A safra de soja registrou rendimento médio de 4.300 quilos por hectare nos Campos Gerais, a maior marca já alcançada na região

Anuário 'Caminhos do Paraná'

Este conteúdo integra a 17ª edição do anuário do Grupo aRede, intitulado "Caminhos do Paraná", cujo tema central é "A Força do Agro". A publicação mudou o nome de "Caminhos dos Campos Gerais" para "Caminhos do Paraná", expandindo o foco para todo o estado. Com mais de 200 páginas, esta é a maior edição da história do projeto editorial. O livro detalha a força do agronegócio paranaense, abordando tecnologia, sustentabilidade e cooperativismo diante de centenas de lideranças regionais.

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