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Setor agropecuário tem participação de 32% no PIB regional

Balanço realizado entre 2002 e 2017 mostra que a produção agrícola total nos Campos Gerais cresceu quase 70%

 A soja amplia a liderança como o cultivar mais plantado nos Campos Gerais
A soja amplia a liderança como o cultivar mais plantado nos Campos Gerais -

Fernando Rogala

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Balanço realizado entre 2002 e 2017 mostra que a produção agrícola total nos Campos Gerais cresceu quase 70%

No período de 15 anos, a produção agrícola nos Campos Gerais cresceu quase 70%. Esse incremento foi obtido mesmo diante de um crescimento de 25% na área plantada, o que mostra que o rendimento por hectare foi potencializado nos últimos anos nos municípios da região. Um crescimento que também se traduz em uma elevada participação na economia regional: a média de participação agropecuária no PIB regional é de 32%, enquanto que no Estado do Paraná, esse percentual é de apenas 10%. Os números, que levam em conta a soma das safras de verão e de inverno, foram revelados em um boletim divulgado Núcleo de Economia Regional e Políticas Públicas (NEREPP) da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). 

Conforme o documento, assinado pelo Alysson Luiz Stege, professor do Departamento de Economia da Instituição, em 2017, a região dos Campos Gerais teve a maior produção agrícola de sua história, de 4,39 milhões de toneladas. Na comparação com os 2,6 milhões de toneladas registradas em 2002, verificou-se um incremento de 68,35%. A área plantada no mesmo período teve uma variação menor, de 771,1 mil hectares (2002) para 966,9 mil hectares (2017). Essa variação mostra o crescimento na produtividade por hectare. “Verifica-se um crescimento na produtividade na ordem de 34,29% ou 1,98% ao ano”, conta. Quanto à área plantada, a maior registada foi em 2013, quando somou 1,04 milhão de hectares.

Entre as dez principais culturas, os maiores crescimentos de produtividade, que passaram de 100%, foram três. A soja mais do que dobrou ao passar de 941 mil toneladas produzidas em 2002 para 2,16 milhões de toneladas (alta de 130%). No entanto, ela ficou ainda abaixo da produção de trigo, que cresceu 169% ao saltar de 148,4 mil toneladas para 400 mil toneladas; e do campeão, o fumo, que teve um incremento de 326,4%, por iniciar em 13,5 mil toneladas para 57,5 mil toneladas. A área plantada desses cultivos cresceu 77,3%, 18,8% e 227,5%, respectivamente. “Praticamente todas as 10 maiores culturas apresentaram crescimento em sua produção, com exceção da mandioca e do arroz em casca”, explica o professor.

Alysson, porém, destaca que chama a atenção o aumento na quantidade produzida das culturas do milho, aveia e cevada, apesar da diminuição de suas áreas plantadas. “Ambas as culturas apresentaram queda em sua área plantada de 32,96%, 53,37% e 37,43%, respectivamente, entretanto a quantidade produzida apresentou aumentos de 6,23%, 13,95% e 93,26%, respectivamente, tal comportamento indica um incrementa na produtividade destas culturas”, observa. 

Soja e milho têm participação de 65% no total regional

O professor também realizou uma análise do cenário regional por tipo de cultura, comparando dados os dados entre 2002 e 2017. Ela mostra que a soja, seguido do milho, trigo e feijão, são as culturas com maiores áreas plantadas nos Campos Gerais. "Apenas a plantação de soja e milho correspondem com aproximadamente 65% do total plantado na região", conta o professor. A soja ocupou quase 550 mil hectares em 2017, contra 132 mil do milho no ano passado. Entre as principais culturas temporárias está o cultivo do fumo, soja, batata-inglesa, feijão e trigo, que apresentaram aumento nas áreas plantadas, ao mesmo tempo que as demais culturas apresentaram quedas.

Valor de produção supera R$ 4 bi

Outro dado apresentado no boletim revelado nesta semana pela UEPG diz respeito ao valor da produção agrícola para a lavoura temporária entre os anos de 2002 e 2017. O valor saiu de pouco menos de R$ 1 bilhão, em 2002, para superar os R$ 4 bilhões em 2017, mostrando um aumento de 334,15% - ou o equivalente a 10,28% ao ano. "Este aumento pode ser explicado pelo boom no preços das commodities agrícolas entre os anos de 2002 a 2014 e pelo aumento na quantidade produzida", destaca Alysson.

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