Deral projeta safra de grãos de 23 milhões de toneladas
Perspectiva é de uma produção 4% maior que os 22,5 milhões colhidos na safra 2017/2018 em todo o Estado

Levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, estima uma produção total de grãos em 23,3 milhões de toneladas, índice 4% maior do que na safra 2017/18, que chegou a 22,5 milhões de toneladas. As chuvas ocorridas nas últimas semanas foram o principal fator de influência na safra paranaense neste mês. Mesmo com o excesso de umidade para a época, as lavouras de soja mantêm um bom desenvolvimento. Os números foram revelados nesta quinta-feira (25).
Mesmo com um leve atraso no plantio devido ao excesso de chuvas, as lavouras de soja se mantêm em boas condições nesta safra. Até o momento, cerca de 60% da área já foi semeada, valor próximo da média das últimas safras, que é de 64%. O fenômeno El Niño, previsto para 2018, contribui para uma boa expectativa de produção. “As quebras de safra são mais comuns nos períodos de seca”, disse o chefe do Deral, Marcelo Garrido.
A área da soja na safra 2018/19 está estimada em 5,45 milhões de hectares, sem grandes variações com relação ao ano passado. A estimativa de produção é de 19,6 milhões de toneladas, 3% maior do que na safra anterior, o que representa uma recuperação na produtividade. A saca de 60 kg está sendo comercializada a R$ 77,00, preço 28% maior do que o registrado em outubro de 2017. Na região dos Campos Gerais, a perspectiva é de uma produção recorde, de 2,15 milhões de toneladas em uma área plantada de 575,75 mil hectares.
Já no milho, o Deral mantém a estimativa de 3,2 milhões de toneladas para a 1ª safra de milho 2018/19. A área semeada neste ciclo é de 352 mil hectares. Cerca de 90% da área está plantada, faltando aproximadamente 30 mil hectares, que devem ser plantados nas próximas semanas.
Os preços registrados no mercado interno são de R$ 28,00 por saca de 60 kg - uma alta de 40% se comparado ao mesmo período do ano passado. Esta alta é sustentada principalmente pela variação cambial e a situação de menor oferta no mercado doméstico. No mercado externo, os preços subiram apenas 6%. “A comercialização encontra-se num ritmo mais lento do que o esperado”, afirma o técnico do Deral, Edmar Gervasio.
Feijão está com boas condições
A cultura do feijão da primeira safra 2018/19 tem 79% da sua área plantada. As chuvas de outubro atrapalharam os trabalhos de implantação das lavouras em praticamente todas as regiões do Estado e segundo o engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Alberto Salvador, o tempo instável das últimas semanas tem gerado inquietação nos produtores. Apesar do excesso de umidade ter ocasionado aumento de doenças e pragas em pontos isolados, 86% das lavouras se encontram em boas condições e 13% em condições médias.
Com informações da AEN





















