Região deve colher 4,1 milhões de toneladas de grãos
Com a maior produção de verão da história já colhida, região deverá colher quase 600 mil toneladas na safra de inverno

A região dos Campos Gerais poderá produzir 4,1 milhões de toneladas nesta safra agrícola 2016/17, somadas as três safras plantadas. Este número, que abrange os 18 municípios do núcleo regional do Departamento de Economia Rural (Deral), corresponde a pouco mais de 10% de toda a produção agrícola do Estado do Paraná, estimada em 40 milhões de toneladas para o período. Os números são da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (SEAB).
Nos municípios dos Campos Gerais, a safra de verão foi encerrada com produção recorde, somadas a primeira e segunda safra: 3,55 milhões de toneladas produzidas, sendo 2,12 milhões de toneladas de soja (com uma produtividade inédita de 3,95 mil quilos por hectare), 1,23 milhão de toneladas de milho e 195 mil quilos de feijão. “A safra de verão recorde se confirmou. Foi uma safra boa, favorecida pelo clima, que transcorreu tudo normalmente, do início até o final do ciclo das principais culturas, trazendo um resultado extremamente positivo. Tivemos a maior produtividade de todos os tempos, foi recorde”, alega Luiz Alberto Vantroba, economista do Deral na região, afirmando que esse resultado, de quase 4 mil quilos, há alguns anos, era uma meta que todos os produtores esperavam alcançar.
Segundo o diretor do Deral, Francisco Carlos Simioni, a safra de grãos de verão foi encerrada no Paraná, consolidando-se com um volume de 25 milhões de toneladas, um aumento de 24% sobre a safra do ano passado. A preocupação agora, no entanto, fica com os cultivos de inverno, como explica o Secretário de Estado de Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara. “Estamos praticamente na metade do inverno, sendo assim, poderão ocorrer novas perdas para os cereais de inverno como aveia, cevada, centeio, trigo e triticale”, explicou. As geadas ocorridas em julho trouxeram prejuízos a lavouras em algumas regiões. Porém, um dos principais vilões será a seca: a escassez já dura quarenta dias.
Nos Campos Gerais é justamente a seca que está afetando a plantação do principal cultivo de inverno, o trigo. Conforme relata Vantroba, os produtores estão preocupados pois não conseguem fazer as adubações nitrogenadas. “As atuais condições climáticas também favorecem o aparecimento de doenças principalmente o oídio, aumentando o número de aplicações. Além disso a cultura não está se desenvolvendo bem e com sinais de amarelecimento”, disse. Assim, segundo ele, o potencial de produção já foi afetado e a produtividade inicialmente esperada não será alcançada. Por enquanto, a previsão do Deral é que a produção de inverno na região (trigo, aveia, cevada, centeio) se aproxime de 600 mil toneladas.
Trigo
O trigo plantado no Paraná já registra perdas de 6% na produção devido às geadas recentes e período de seca que atingiu as lavouras do Oeste e Centro do Estado. O engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Hugo Godinho, prevê novas perdas com a previsão com a ocorrência de, pelo menos, mais duas geadas até o final do inverno, conforme estão prevendo os especialistas em clima. Além disso, essas perdas serão melhores dimensionadas à medida que as plantas crescem e revelam com mais intensidade os danos ocorridos. Segundo Godinho, 56% da área plantada (955.835 hectares) ainda está exposta a risco de geadas.





















