Feira Verde fomenta a agricultura familiar e preserva o meio ambiente
Programa desenvolvido pela Prefeitura de Ponta Grossa consiste na troca de recicláveis por alimentos hortifruti, proporcionando segurança alimentar a milhares de famílias

Ponta Grossa tem um projeto modelo para outras cidades quando se fala em fomento aos produtores rurais, segurança alimentar e preservação ambiental. Criado em 2007, o Feira Verde é um projeto desenvolvido pela Prefeitura de Ponta Grossa e administrado pela Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Ele consiste na troca de materiais recicláveis por produtos hortifrutigranjeiros, produzidos em sua maior parte aqui em Ponta Grossa, por mais de 110 agricultores familiares.
“O Programa Feira Verde é uma ação social muito importante. Porque, além de atender à comunidade com os alimentos, ele retira o reciclável, o que também contribui com o meio ambiente. Na questão social, o que o Feira Verde faz? Ele vai às famílias de baixa renda. E, além disso, o programa também atinge a agricultura familiar”, detalha Edilson Jorge, coordenador do Feira Verde.
Qualquer pessoa pode participar do programa, independentemente da renda. E não é preciso fazer cadastro: basta chegar com o reciclável no ponto de troca, fazer a pesagem e pegar o tíquete para trocar pelos alimentos. Hoje, são mais de 200 locais de troca no município. “Hoje nós estamos usando uma proporção de três quilos de reciclável por um quilo de hortifruti. E, na mesma proporção, com três quilos de reciclável, é possível pegar o vale-gás também”, diz.
O programa tem bastante adesão da população. “Cada dia nós temos três equipes e as três equipes têm, cada uma, cinco pontos, então são 15 pontos durante o dia. Isso gera em torno de nove toneladas de produtos hortifrutis que vão para as famílias e, ao mesmo tempo, recolhe 27 toneladas de recicláveis”, revela Edilson.
O projeto dispõe de grande variedade de hortaliças, frutas e verduras, até mesmo mel, ovo, entre outros produtos, tudo sempre fresquinho. A iniciativa agrada e faz muita diferença para as milhares de famílias que participam do projeto. “Eu participo desde quando começou a Feira Verde aqui. Lá em casa, eu divido com a minha mãe. E eu tenho 5 filhos, que moram comigo, então faz uma diferença grande”, relata a beneficiada Maria Donato.

Da mesma forma, o programa também faz a diferença na outra ponta, junto aos produtores familiares, que têm no agronegócio a sua maior fonte de renda. O produtor Jonas Gonçalves Franco, por exemplo, participa desde os primeiros anos do Feira Verde. Cada produtor pode fornecer até R$ 40 mil por ano em produtos, montante que, para os pequenos agricultores, traz a segurança de renda para a família. “O Feira Verde hoje é tão importante que, para muitos produtores, hoje ele é a principal ou às vezes a única renda. Porque tem pessoas que produzem exclusivamente para o Feira Verde”, destaca Jonas.
Para o futuro, a meta é ampliar o projeto, como explica o coordenador. “Agora, para o próximo ano, nós queremos atingir até 250 pontos. Isso aí vai influenciar em volumes, em produtos, para aumentar a agricultura familiar”, finaliza.

Anuário 'Caminhos do Paraná'
Este conteúdo integra a 17ª edição do anuário do Grupo aRede, intitulado "Caminhos do Paraná", cujo tema central é "A Força do Agro". A publicação mudou o nome de "Caminhos dos Campos Gerais" para "Caminhos do Paraná", expandindo o foco para todo o estado. Com mais de 200 páginas, esta é a maior edição da história do projeto editorial. O livro detalha a força do agronegócio paranaense, abordando tecnologia, sustentabilidade e cooperativismo diante de centenas de lideranças regionais.





















