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Parecer da escala 6x1 é adiado em meio a pressão para transição

Oposição e centrão querem transição de 10 anos para reduzir a jornada

O adiamento ocorre em meio à pressão de setores do empresariado e de partidos da oposição e do chamado Centrão
O adiamento ocorre em meio à pressão de setores do empresariado e de partidos da oposição e do chamado Centrão -

Publicado por Julia Sansana

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A Comissão Especial que analisa as propostas de redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais e do fim da escala 6x1 adiou, para próxima segunda-feira (25), a apresentação do parecer do relator, o deputado Leo Prates (Republicanos-PB). Pelo cronograma original, o relator divulgaria seu texto nesta quarta-feira (20).

O adiamento ocorre em meio à pressão de setores do empresariado e de partidos da oposição e do chamado Centrão, que reúne legendas da direita tradicional, para incluir uma regra de transição de 10 anos, com redução do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para os trabalhadores e exclusão de categorias consideradas essenciais.

O presidente da Comissão, deputado Alencar Santana (PT-SP), informou que precisa de mais tempo para negociar a regra de transição, mas que a data votação do texto, previsto para o dia 25 de maio na Comissão, está mantida. “Se tivesse a definição, o relatório seria apresentado amanhã (dia 20). Mas ainda não há. Há diálogos, sem dúvida alguma. São pontos a serem esclarecidos, são pontos a serem acordados, mas o sentimento, sem dúvida alguma, em especial, digo ao trabalhador, é que é pensando em você”. 

O adiamento foi definido após reunião do relator, na noite dessa terça-feira (19), com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o líder do governo na Casa, deputado Paulo Pimenta (PT-RS).

EMENDAS AO PROJETO

Uma das emendas apresentadas pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS), que conta com assinatura de 176 deputados, afirma que o fim da escala 6x1 só entraria em vigor dez anos após a promulgação da emenda constitucional. A sugestão ainda exclui da redução da jornada trabalhadores considerados “essenciais”.

“Sendo consideradas [essenciais] aquelas cuja interrupção possa comprometer a preservação da vida, da saúde, da segurança, da mobilidade, do abastecimento, da ordem pública ou da continuidade de infraestruturas críticas, serão definidas por lei complementar e terão jornada máxima de quarenta e quatro horas semanais”, diz o texto da emenda.

Além disso, a emenda reduz de 8% para 4% a contribuição patronal ao FGTS e isenta temporariamente a contribuição das empresas à Previdência Social, que atualmente é de 20% sobre o salário.

A lista de deputados que apoiam a emenda inclui, principalmente, parlamentares do PL (61), PP (32), União (23), Republicanos (17) e MDB (13).

O governo tem defendido uma proposta sem regra de transição e sem redução de salário. O relator tem defendido uma posição intermediária com uma transição entre 2 a 4 anos de duração, segundo revelou para o jornal Folha de São Paulo.

A outra emenda apresentada à PEC 221 de 2019, de autoria de Tião Medeiros (PP-PR), com apoio de 171 deputados, também prevê uma transição de 10 anos, além de excluir da redução da jornada de 44 para 40 horas trabalhadores de setores considerados “essenciais”.

Com informações da Agência Brasil. 

RESUMO

Adiamento do parecer: A Comissão Especial adiou para a próxima segunda-feira (25) a apresentação do parecer do relator, deputado Leo Prates, sobre a redução da jornada de trabalho (de 44 para 40 horas) e o fim da escala 6x1. Apesar do adiamento da leitura, a data da votação na comissão permanece mantida.

Pressão e propostas de transição: O adiamento reflete a falta de consenso e a pressão de empresários, partidos de oposição e do Centrão. Enquanto o governo defende o fim imediato da escala 6x1 sem redução salarial e o relator propõe uma transição intermediária de 2 a 4 anos, emendas da oposição sugerem um prazo de transição de 10 anos.

Mudanças propostas pelas emendas: As emendas protocoladas (com forte apoio de partidos como PL, PP e União) propõem, além da transição de 10 anos, a exclusão de categorias consideradas "essenciais" da redução da jornada, a diminuição da contribuição patronal ao FGTS pela metade (de 8% para 4%) e a isenção temporária da contribuição das empresas à Previdência Social.

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