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Tribunal do Júri absolve trio acusado de homicídio e de balear crianças em 2024 em PG

Decisão do Tribunal do Júri inocenta trio na execução de Luis Fernando Cardoso da Silva por falta de comprovação nos autos

O crime denunciado pelo Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR) ocorreu no dia 28 de agosto de 2024
O crime denunciado pelo Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR) ocorreu no dia 28 de agosto de 2024 -

Iolanda Lima

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O Tribunal do Júri de Ponta Grossa absolveu os réus Alexsandro Santos Lourenço, Gilson Rosas de Oliveira Martins e João Vitor Machado das acusações de homicídio qualificado e tentativa de homicídio. O trio era julgado pela morte de Luis Fernando Cardoso da Silva e pelo atentado que deixou duas crianças feridas em agosto de 2024. Os jurados acolheram a tese de negativa de autoria sustentada pelas defesas dos réus. 

O crime denunciado pelo Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR) ocorreu no dia 28 de agosto de 2024. De acordo com a peça acusatória inicial, os homens teriam invadido uma residência para executar Luis Fernando por um motivo de vingança do assassinato de Renata dos Santos Lourenço. Na mesma ação, duas crianças de 2 e 3 anos acabaram atingidas de raspão por disparos de arma de fogo.

Durante o julgamento, no entanto, o Conselho de Sentença entendeu que não ficaram comprovados os indícios de autoria do crime. As defesas dos réus demonstraram que as provas apresentadas nos autos não eram suficientes para ligar os três homens aos gatilhos ou à execução do plano criminoso. Segundo o advogado das vítimas, César Gasparetto, a decisão foi tomada em uma sessão do Tribunal de Júri que levou 13 horas.

Com a decisão dos jurados pela absolvição por negativa de autoria, o juiz inocentou formalmente Alexsandro, Gilson e João Vitor de todas as qualificadoras de homicídio consumado e tentado. O alvará de soltura para os envolvidos que respondiam ao processo detidos foi expedido pela Justiça.

RELEMBRE O CASO

Renata dos Santos Lourenço, de 26 anos, foi morta a facadas na frente da filha na manhã da quarta-feira do dia 28 de agosto, na Vila Coronel Cláudio, em Ponta Grossa. O principal suspeito de cometer o crime é o esposo dela, Jhonatan Cardoso da Silva, de 27 anos.

Segundo familiares da vítima, o casal mantinha um relacionamento havia cerca de cinco anos e estava tendo brigas frequentemente nos últimos meses. A gestante foi atingida por pelo menos cinco facadas na região do pescoço e do tórax e também tinha ferimentos na face, conta Timossi.

A faca foi encontrada ao lado do corpo, quebrada em três partes. Segundo a polícia, na residência também foram encontrados pacotes de maconha e apetrechos comumente usados para tráfico, como uma balança, por exemplo.

Ainda segundo a Polícia Civil, na tarde do mesmo dia o trio citado acima, descobriu que Jhonatan estava na casa do pai e atiraram diversas vezes contra a residência, em um ato de retaliação.

Um dos tiros acertou o pai dele, Luis Fernando Cardoso da Silva, que morreu no local. Duas crianças, de dois e três anos, também foram atingidas - a mais nova com um tiro na mão e a outra com um tiro no ombro. Segundo o Corpo de Bombeiros, elas foram levadas a hospitais de Ponta Grossa.

Jhonatan Cardoso da Silva, que estava no local, conseguiu fugir, mas foi preso meia hora depois. Com informações do g1. 

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