Cavaleiro de Ponta Grossa é convocado para Mundial de Paradestramento
Cleberson Palhano vai representar o Brasil na competição, que será realizada em Aachen, na Alemanha

O sonho de representar o Brasil em uma competição internacional está prestes a se tornar realidade para o paratleta de Ponta Grossa, Cleberson Palhano. Após quase dois anos de preparação e participação em provas para alcançar o índice necessário, o cavaleiro foi convocado para integrar a seleção brasileira no Mundial de Paradestramento 2026, em Aachen, na Alemanha.
A convocação é resultado de uma trajetória construída ao longo de anos no esporte. Segundo o treinador Eros Spartalis, Cleberson conquistou o índice com dois cavalos e garantiu uma vaga entre os quatro cavaleiros que vão representar o país na competição. “Esse é um processo longo. A gente vem praticamente há um ano e meio, quase dois anos, fazendo diversas provas para tentar o índice para ser convocado para a seleção do Brasil”, explica.
Para Cleberson, a oportunidade representa a realização de um sonho. “Para mim, é a realização de um sonho. É fruto de muita dedicação. É uma honra poder representar o meu país, a minha cidade, minha equipe”, afirma.
O paratleta já acumula importantes resultados na carreira. Ele foi campeão brasileiro em 2022, 2024 e 2025, sempre na categoria Grau 1. Aos poucos, a experiência nacional abriu caminho para desafios ainda maiores no cenário internacional.
A preparação também envolve uma relação de confiança entre cavaleiro e animal. Atualmente, Cleberson compete com Danúbio, um cavalo da raça lusitana, e Fronteiriço, da raça crioula. Foi com o Fronteiriço que o atleta conquistou o índice para o Mundial e também o título brasileiro no ano passado.
Além da preparação esportiva, a participação em uma competição internacional exige uma complexa logística para o transporte dos animais. Os cavalos precisam passar por quarentena e uma série de exames sanitários antes de seguirem para a Europa. Neste ano, a equipe passou pelo Rio de Janeiro, Bruxelas, França e Itália, onde conquistou o segundo lugar por equipes em uma competição internacional.
A história de Cleberson no esporte começou ainda na equoterapia. Ele foi paciente da Associação Paranaense de Equoterapia e Inclusão Equestre, onde iniciou o trabalho voltado à melhora do equilíbrio, da coordenação motora e da autonomia.
Com a evolução, o cavaleiro passou da reabilitação para o paradesporto e hoje atua profissionalmente. Para Eros, essa trajetória também serve de inspiração para outras pessoas com deficiência. “Quando veem o Clebinho treinando e outros paratletas, acabam querendo também participar de uma competição, de uma prova”, destaca.
Agora, o objetivo é fazer o melhor possível no Mundial e representar o Brasil da melhor maneira. “A gente fazendo o melhor, o resultado é uma consequência”, afirma Cleberson.
A competição em Aachen também pode representar um passo importante para o futuro do paradesporto brasileiro. De acordo com Eros, o resultado no Mundial pode contribuir para a busca por uma vaga por equipes nos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028.
Mais do que uma conquista individual, a convocação leva para o cenário internacional o nome de Ponta Grossa, do Paraná e de toda a equipe que acompanha a trajetória do atleta. A expectativa agora é transformar dedicação e experiência em mais um grande resultado para o Brasil.





















