Vivências femininas revelam a força da escuta e do acolhimento entre mulheres
Projeto “Gira com Elas” propõe união, empoderamento feminino e o despertar da força interior
Publicado: 27/01/2026, 13:50

Falar sobre sentimentos, vulnerabilidades e experiências pessoais ainda é um desafio para muitas mulheres. Durante entrevista ao Viver Bem, Luana Dmucharski, contadora e cartomante; e Mônica César, neuropsicóloga e terapeuta, levantaram discussões importantes sobre como as vivências femininas são atravessadas pela cobrança, pela solidão emocional e pela falta de espaços de escuta verdadeira.
Ao longo da conversa, as convidadas refletiram sobre como, historicamente, as mulheres foram ensinadas a silenciar dores e a seguir padrões que muitas vezes não respeitam seus tempos e emoções. “A gente cresce aprendendo a dar conta de tudo, mas raramente aprende a pedir ajuda ou a falar do que sente”, pontua Luana, ao destacar a importância de reconhecer as próprias fragilidades.
Mônica chamou atenção para o quanto a escuta acolhedora pode ser transformadora. Segundo ela, quando uma mulher se sente verdadeiramente ouvida, sem julgamentos, ocorre um processo de validação emocional. “Muitas vezes, o que cura não é o conselho, é o espaço para falar e ser compreendida”, afirma.
A conversa também abordou a importância de fortalecer vínculos entre mulheres, rompendo com a lógica da competição. Para Mônica, criar ambientes seguros de troca contribui para o empoderamento feminino de forma coletiva. “O fortalecimento não acontece isoladamente. Ele cresce quando existe apoio, empatia e respeito”, ressalta.
Pensando nisso, elas criaram o projeto “Gira com Elas”, que nasceu da própria vivência e da observação de como as mulheres, muitas vezes, são ensinadas a competir entre si. “O Gira com Elas vem para romper com essa lógica. É um convite para que as mulheres caminhem juntas, compartilhem suas histórias e se reconheçam umas nas outras”, afirmam.
Os encontros do Gira com Elas são pensados como espaços de troca, onde não há julgamento, apenas acolhimento. Temas como autoconhecimento, empoderamento feminino, relações, emoções e pertencimento fazem parte das vivências propostas, sempre com o objetivo de fortalecer o coletivo. Para as idealizadoras, o grupo funciona como um espelho, onde cada mulher pode se reconhecer e se fortalecer a partir da história da outra.
Ao final da entrevista, as idealizadoras destacaram que o projeto segue aberto para mulheres que desejam vivenciar essa experiência de conexão, troca e fortalecimento, reforçando a importância de criar redes de apoio feminino baseadas no respeito, na empatia e na sororidade. Para acompanhar as entrevistas, é pela rede social @giracomelas.




















