Mudanças climáticas e saúde da pele: como o aquecimento global redefine o cuidado diário
Oscilações de temperatura, poluição e radiação intensificada afetam diretamente a saúde cutânea

As transformações ambientais das últimas décadas vêm impactando não apenas o planeta, mas também o corpo humano. A pele é o maior órgão do corpo e a primeira linha de contato com o ambiente, portanto, reflete essas mudanças de forma imediata, exigindo cuidados cada vez mais voltados à proteção, adaptação e equilíbrio.
A reportagem 'How a warming climate wears on the skin', da revista Harvard Medicine1, aponta que dermatologistas do Hospital Geral de Massachusetts, nos EUA, notaram um aumento de crises de eczema e dermatite possivelmente causados pela exposição à fumaça de incêndios florestais. De acordo com os estudos, outros fenômenos como inundações, aumento de temperatura e produção de gases estufa podem ser responsáveis por alergias, lesões, infecções e acne.
O cuidado com a pele, portanto, deixou de ser permeado apenas pela idade ou tipo cutâneo, incluindo as alterações climáticas como mais um parâmetro no skincare. O Dr. Raul Cartagena Rossi2, médico membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e consultor da TheraSkin®, explica que: “A combinação entre altas temperaturas, radiação UV intensificada, variações bruscas de umidade e aumento da poluição atmosférica tem provocado desequilíbrios que se refletem diretamente na aparência e na saúde da pele”.
O médico conta os principais sinais que têm surgido devido ao meio ambiente em transformação: “Temos observado uma pele cada vez mais sensível, irritativa e com sinais de envelhecimento precoce, muito provavelmente causado pelos altos níveis de partículas poluentes que acumulam radicais livres, que aceleram a oxidação celular, afetando a saúde e o aspecto da pele”, afirma.
O dermatologista ainda esclarece sobre como eventos extremos podem afetar a pele: “em ondas de calor e longos períodos de seca, podem surgir ressecamentos, e já em regiões com muita umidade, são possíveis a oleosidade excessiva e a acne”. Dr. Raul também menciona os efeitos da intensificação da radiação ultravioleta: “há um agravamento do fotoenvelhecimento e aumento do risco de lesões e câncer de pele”.
Neste contexto de mudanças climáticas, o conceito de skincare adaptativo ganha força, com o uso de produtos que se adequam às variações ambientais e fortalecem a defesa e reparação da pele. A seguir, o Dr. Raul recomenda quais ingredientes devem estar nessa rotina de cuidados:
Ativos antipoluição: os mais conhecidos são a isoquercetina, que bloqueia os mecanismos de envelhecimento e protege a pele de agentes agressores externos, e a niacinamida, que possui propriedades anti-inflamatórias e fortalece a barreira cutânea.
Ativos antioxidantes: o principal antioxidante é a vitamina C, que combate a ação dos radicais livres, diminuindo o estresse oxidativo e previne o envelhecimento precoce, regenerando as células.
Proteção solar: inegociável até em dias nublados, o filtro solar age protegendo a pele contra a exposição a intensa radiação ultravioleta do sol, prevenindo o fotoenvelhecimento e principalmente, o câncer de pele.
Com informações das assessorias.





















