A garota exemplar de David Fincher | aRede
PUBLICIDADE

A garota exemplar de David Fincher

Imagem ilustrativa da imagem A garota exemplar de David Fincher
-

Tiago Bubniak

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

Se você gosta de suspense, ‘Garota Exemplar’ certamente não decepcionará. O diretor David Fincher, bom como sempre, desta vez comanda a história de um jornalista (Ben Affleck) em busca de sua esposa desaparecida (Rosamund Pike), a garota do título. Quanto mais os minutos passam, maiores são as suspeitas de que o próprio marido a matou.

A partir dessa premissa, Fincher respinga lenta e cuidadosamente pistas e surpresas fotograma aqui, fotograma ali. O caldo resultante disso tudo é a capacidade que o filme tem de enredar o espectador, retendo a atenção e eventualmente estimulando quem assiste a soltar aquela famigerada frase “nem vi o tempo passar”. Realmente, ‘Garota Exemplar’ transcorre naturalmente e não aparenta ter a duração que tem: são duas horas e meia, algo bem superior aos convencionais 90 ou 120 minutos da maioria das películas.

David Fincher está firme na direção, ele que já dirigiu títulos como ‘Seven – Os Sete Crimes Capitais’, ‘Zodíaco’, ‘Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres’, ‘O Curioso Caso de Benjamin Button’, ‘A Rede Social’ e ‘Clube da Luta’, os três primeiros com temática, atmosfera e fotografia semelhantes às de ‘Garota Exemplar’.

O filme é baseado no romance homônimo da jornalista Gillian Flynn. É a própria que assina a transposição do livro para o cinema. Um roteiro que insere, também, generosas doses de crítica ao telejornalismo repugnante que explora misérias humanas e julga antes e acima de todos. Nesse mesmo contexto, há espaço para expor uma audiência que se deixa conduzir pela telinha como folhas ao vento. Nada inverossímel. Nada distante do “fenômeno” atual da criação, proliferação ou revelação de julgadores de plantão sem conhecimento de causa que a internet globaliza.

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right