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Prolar quer entregar mais 1,5 mil casas até dezembro em PG

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A Companhia de Habitação de Ponta Grossa (Prolar) elabora novos projetos para este ano e pretende contemplar, pelo menos, 1.500 famílias até dezembro com moradias populares. Segundo a autarquia vinculada à Prefeitura, o município já possui áreas para construir novos residenciais nas principais regiões da cidade.

A Prolar tem o Jardim Esplendore, inaugurado em setembro de 2015, como exemplo para desenvolver os novos condomínios. A intenção do Governo Municipal é evitar a expansão da periferia e garantir a inclusão das famílias de baixa renda em áreas já urbanizadas.

“A nossa expectativa é mudar um pouco a linha do atendimento das famílias, dando mais ênfase aos projetos menores. O Jardim Esplendore, com 200 unidades, é um exemplo desta linha que já estamos trabalhando há algum tempo. A ideia é pulverizar projetos menores, com maior número de atendimentos”, revela Dino. “Ao invés de construir 500 unidades em um único local, tentar contratar três residenciais de 200 unidades. Com isso, a gente consegue reduzir o vazio urbano, a dinâmica de cadastramento, o atendimento das famílias é mais fácil e, o principal, garantimos infraestrutura urbana a elas”, explica.

De acordo com o presidente da Prolar, os novos condomínios serão divididos em quatro regiões da cidade. “A gente fez uma prospecção para novos investimentos e, a partir deste ano, Ponta Grossa vai lançar empreendimentos nas regiões da Ronda, que inclui toda aquela região depois da Prefeitura, de Oficinas, Uvaranas e região da Nova Rússia. Todos estes pontos estratégicos serão contemplados com empreendimentos, porque é onde o município já tem Unidade Básica de Saúde (UBS), tem escolas e tem Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs)”, diz.

Atualmente, a Prolar possui 22 mil cadastros. A maior parte é do Faixa I do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), com renda familiar de até R$ 1.600,00. Entretanto, a autarquia conta com cerca de sete mil inscritos com renda de R$ 2.300,00 a R$ 3.600,00, a segunda Faixa do programa social.

Para os novos residenciais, a Prefeitura pretende ampliar os atendimentos, através da faixa de renda intermediária anunciada pelo Ministério das Cidades. De acordo com o Governo Federal, famílias com renda entre R$ 1,8 mil e R$ 2,35 mil poderão ser beneficiadas com as linhas de financiamento da Caixa Econômica Federal (CEF).

PG desenvolve projetos sociais em residenciais

Além da entrega de 6 mil unidades desde 2013, a Companhia de Habitação de Ponta Grossa (Prolar) desenvolve projetos sociais nos residenciais populares do município. Um dos programas, que leva qualificação profissional até às famílias atendidas, foi destaque na Associação Brasileira de Cohabs e Agentes Públicos de Habitação (ABC). O projeto leva cursos profissionalizantes às comunidades para reduzir o índice de desemprego no município.

Para o presidente da Prolar, Dino Schrutt, é papel da autarquia acompanhar o desenvolvimento das famílias. “A habitação não deve se limitar somente a entrega de casas. Um dos eixos do trabalho social foi a questão da qualificação profissional. O aumento na renda da família e a reinserção no mercado do trabalho é nossa prioridade. Não podemos nos concentrar somente nas famílias que estão aguardando casas. Aquelas que também receberam casas, muitas vezes elas acabam, por falta de informação, vendendo as casas e saindo dos residenciais. A gente reduz isso fazendo um trabalho social forte nos empreendimentos durante, pelo menos, ano após a entrega de casas”, afirma.

Informações do Jornal da Manhã

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