Acipg cobra ampliação da pista do Aeroporto de PG como critério de concessão
Entidade reforça pedido da Prefeitura e alerta que a não realização da obra irá impactar na falta de voos comerciais regulares nos Campos Gerais

A Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG) se manifestou sobre a proposta de concessão do Aeroporto Sant'Ana no Programa AmpliAR, do Ministério de Portos e Aeroportos. Assim como a prefeita Elizabeth Schmidt, a entidade apoia a inclusão do aeroporto na futura concessão, desde que, a ampliação da pista de pouso e decolagem – em comprimento e em largura – conste como obrigação contratual da futura concessionária, com prazo definido no cronograma de investimentos.
Na modelo divulgado, a empresa responsável pelo aeroporto de Ponta Grossa não terá a obrigação de ampliar a pista, apesar de não estar no parâmetro necessário para a categoria em que foi inserida. Na minuta, o Aeroporto Sant’Ana está classificado como Aeródromo Faixa 3, categoria que estabelece parâmetro de pista de, no mínimo, 1.799 metros. Entretanto, a pista de Ponta Grossa possui 1.280 metros, e está como uma exceção da exigência.
Em ofício à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), assinado pelo presidente da Acipg, Leonardo Puppi Bernardi, a Associação reforça que a exigência da ampliação diz respeito a regularização do tamanho da pista, de forma que se torne compatível com aeronaves comerciais a jato, como o Airbus A320, o Boeing 737 e o Embraer E2.
Para a associação, a regra "desobriga a concessionária de executar justamente a obra que dá sentido à inclusão do aeroporto na concessão". A entidade também destaca que o terminal de passageiros, o pátio e a pista de taxiamento estão sendo estruturados com recursos federais para aeronaves de código 3C. Sem a ampliação da pista, "esses investimentos públicos ficarão subaproveitados e Ponta Grossa seguirá sem voos comerciais regulares, situação que já se prolonga por mais de um ano", destacam.
Impacto econômico
No ofício, a Acipg relaciona a falta de voos regulares ao cenário econômico dos Campos Gerais. A entidade cita o processo de industrialização da região e a presença de multinacionais, agroindústrias e cooperativas de expressão nacional, fatores que aumentam a demanda do trabalho.
Atualmente, o ecossistesma dependem do Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais. para transporte aéreo. A distância, de aproximadamente 140 quilômetros, representa cerca de duas horas de deslocamento rodoviário, além da antecedência necessária para o embarque e da margem de segurança para imprevistos no trajeto. De acordo com a associação, "cada trecho aéreo consome, assim, quase meio dia produtivo de empresários, executivos e técnicos, um custo silencioso que pesa sobre negócios de todos os portes",
A Acipg afirma ainda que a conectividade aérea é um fator que impacta diretamente a atração de investimentos e a competitividade dos negócios nos Campos Gerais.
Pedido da Associação à Anac
Após os pontos apresentados, a Acipg solicita à Anac a retirada da exceção que limita a exigência da pista aos atuais 1.280 metros e defende que o Aeroporto Sant’Ana seja submetido integralmente aos parâmetros da Faixa 3.
Além disso, a entidade pede que a ampliação da pista, em comprimento e largura compatíveis com aeronaves de código 3C, seja incluída no cronograma obrigatório de investimentos da futura concessionária.
Por fim, a associação se colocou à disposição para contribuir com dados e articulação institucional, certos de que um aeroporto regional plenamente operacional interessa não apenas a Ponta Grossa e aos Campos Gerais, mas à eficiência de todo o sistema de aviação civil brasileiro.
Leia o resumo da notícia
- A ACIPG defende a concessão do Aeroporto Sant'Ana dentro do Programa AmpliAR, desde que a ampliação da pista de pouso e decolagem seja incluída como obrigação contratual da futura concessionária, com prazo definido para execução.
- A entidade argumenta que a pista atual, de 1.280 metros, está abaixo do mínimo exigido para a categoria Faixa 3 (1.799 metros), o que impede a operação de aeronaves comerciais a jato e pode comprometer o aproveitamento dos investimentos federais já realizados no terminal.
- Em ofício à Anac, a ACIPG destaca que a ausência de voos regulares prejudica a competitividade da região dos Campos Gerais, aumenta os custos logísticos para empresas e pede a retirada da exceção que dispensa a ampliação da pista, tornando a obra obrigatória na futura concessão.





















