Após AVC, voluntário que leva alegria no Natal faz rifa para custear tratamento
Conhecido pelo projeto que distribui brinquedos a crianças de Ponta Grossa, Fábio Rodrigues enfrenta sequelas da doença e busca apoio da comunidade

Conhecido por transformar o Natal de centenas de crianças de Ponta Grossa em um momento de alegria, o garçom Fábio Rodrigues, o "Geleia", vive agora um dos maiores desafios de sua vida. Após sofrer dois Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs) no dia 3 de fevereiro de 2026, ele precisou interromper o trabalho e agora busca a ajuda da comunidade por meio de uma rifa solidária para custear o tratamento e enfrentar as dificuldades financeiras.
Para arrecadar recursos, familiares e amigos organizaram uma rifa solidária. Cada número custa R$ 10, e o prêmio será um alinhamento e balanceamento de veículo. Quem desejar contribuir também pode fazer uma doação via Pix pela chave (42) 99942-1732, mesmo número utilizado para contato com Fábio. A rifa pode ser acessada pelo link: https://sistema-rifas-sorte.vercel.app/.
HISTÓRIA
Há mais de 18 anos, Fábio coordena o projeto "Natal Solidário entre Amigos", responsável por arrecadar e distribuir brinquedos e doces para crianças de diversas comunidades da cidade. Em 2025, a iniciativa entregou mais de 1.600 brinquedos e mais de uma tonelada de doces, tornando-se uma referência em solidariedade nos Campos Gerais.
A rotina mudou completamente após o problema de saúde. Segundo Fábio, ele sofreu dois AVCs antes mesmo de chegar ao trabalho. O Samu foi acionado e ele permaneceu internado no Hospital Universitário Regional. Apesar da gravidade do quadro, recebeu alta hospitalar, mas ficou com importantes sequelas, entre elas dificuldades na fala e paralisia do lado esquerdo do corpo.
Atualmente, ele depende de fisioterapia e acompanhamento fonoaudiológico para recuperar os movimentos e a comunicação. No entanto, o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ocorre mediante agendamento, o que torna a recuperação mais lenta. Conforme relata, as sessões particulares de fisioterapia custam cerca de R$ 240 cada, valor que está fora da realidade financeira da família.
Sem condições de trabalhar, Fábio recebe benefício do INSS por incapacidade temporária. Segundo ele, o valor é suficiente apenas para as despesas básicas da casa, como água, energia elétrica e alimentação. A esposa trabalha como diarista três vezes por semana, mas a renda não tem sido suficiente para cobrir os custos do tratamento e demais compromissos financeiros.
Agora, quem por tantos anos mobilizou a comunidade para levar esperança às crianças ponta-grossenses precisa da solidariedade daqueles que acompanharam sua trajetória. A expectativa da família é reunir recursos para dar continuidade ao tratamento e contribuir para a recuperação de Fábio.





















