Tutora esclarece caso envolvendo Clinicão e Conselho de Proteção Animal de PG | aRede
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Tutora esclarece caso envolvendo Clinicão e Conselho de Proteção Animal de PG

Segundo a mulher, o animal estaria chorando por estar sozinho no local e não por algum descuido dos veterinários

Karine Augusta da Silva Nunes esclareceu os fatos
Karine Augusta da Silva Nunes esclareceu os fatos -

João Iansen

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Karine Augusta da Silva Nunes, tutora de um cão chamado Café, se pronunciou nesta segunda-feira (1º) sobre o caso envolvendo o Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais (CMPDA) e a Clinicão. Segundo a mulher, o animal estaria chorando por estar sozinho no local e não por algum descuido dos veterinários.

Em nota encaminhada ao Portal aRede, no dia 29 de maio ela procurou ajuda da Clinicão CRAR. "Meu cachorro apresentava um ferimento grave na região genital. O Café foi adotado há pouco tempo e acreditamos que tenha cerca de cinco meses de idade. Quando vi as notícias e vídeos que passaram a circular sobre um cachorro chorando dentro da clínica, tive certeza de que se tratava dele. O Café sempre chora quando fica sozinho ou preso, porque em casa convive com outros cães e está acostumado a permanecer acompanhado", conta.

Esclarecendo os fatos, Karine ressalta que seu cachorro recebeu atendimento veterinário, foi avaliado, medicado e tratado pela equipe da Clinicão. "Posteriormente fui buscá-lo na clínica e ele retornou para casa em segurança. Hoje está bem, recuperado e sem o problema que motivou o atendimento. Em nenhum momento presenciei maus-tratos, abandono ou qualquer situação que justificasse as acusações que estão sendo divulgadas. Como tutora, acompanhei o caso e posso afirmar que meu animal recebeu os cuidados necessários."

Em sua fala, a tutora também afirma não ter apresentado denúncia contra a Clinicão. "Jamais imaginei que a situação do meu cachorro pudesse ser utilizada para transmitir uma versão diferente da realidade que vivi. Fui atendida com respeito, recebi orientações sobre o tratamento e tive meu animal devolvido em condições melhores do que quando foi encaminhado para atendimento."

Por fim, ela defende o seviço prestado pela clínica veterinária. "O que mais me entristece é ver um serviço que auxilia tantas pessoas sendo alvo de acusações sem que a verdade dos fatos seja considerada. Muitas famílias não possuem condições de custear atendimentos veterinários particulares e dependem desse suporte para garantir saúde e bem-estar aos seus animais. Por isso, considero importante registrar publicamente meu depoimento e reafirmar que o Café foi atendido, tratado e devolvido a mim em recuperação", finaliza.

VÍDEO
Confira o pronunciamento completo | Autor: Divulgação.

ENTENDA O CASO

Na tarde desse sábado (30), por volta das 16 horas, o CMPDA recebeu denúncia anônima formulada por munícipe relatando que um animal se encontrava, havia várias horas, em aparente e intenso sofrimento no interior do estabelecimento, sem receber atendimento adequado.

A Conselheira Relatora da COMFAP (Comissão de Fiscalização da Atividade Pública), Viviane Ribeiro, acompanhada da médica veterinária e Perita Técnica do Conselho, Dra. Bárbara Graciela Mauricio, compareceu ao local por volta das 19 horas para realização de diligência fiscalizatória regular, nos termos da Resolução nº 04/2025 - CMPDA/PG, que instituiu a COMFAP como órgão permanente de auditoria e fiscalização de contratos com impacto no bem-estar animal.

Ao chegarem ao estabelecimento, as representantes do Conselho se depararam com uma sequência de atos que, segundo a petição inicial, configuram obstrução deliberada ao exercício do poder fiscalizatório do órgão.

O local foi inicialmente trancado pelos funcionários, que se recusaram a permitir a entrada. Mesmo após ser concedido acesso apenas à recepção, as representantes permaneceram sem acesso ao interior do estabelecimento onde o serviço público é de fato prestado, e onde as manifestações de sofrimento do animal eram claramente audíveis, conforme registrado em vídeo disponibilizado pelo Conselho. As vocalizações de sofrimento foram identificadas em mais de vinte momentos ao longo da gravação.

Em nota enviada ao Portal aRede, o Conselho avalia que o aspecto mais grave do episódio é a declaração dos próprios funcionários.

Segundo narra a petição inicial, ao ser acionada pelos trabalhadores do estabelecimento, a Guarda Municipal compareceu ao local e tentou dialogar para viabilizar o acesso. Mesmo diante da intervenção, a recusa foi mantida. Os funcionários alegaram "suposta perseguição" e afirmaram, expressamente, que teriam sido instruídos a não permitir fiscalizações do Conselho Municipal, declaração que, se confirmada mediante apuração, indicaria uma orientação deliberada, por parte da empresa contratada ou de seus representantes, de obstruir o exercício do poder fiscalizatório de órgão.

A Conselheira Relatora e a Perita permaneceram na recepção do estabelecimento por mais de duas horas. Em momento algum lhes foi permitido o acesso ao interior do local onde o animal se encontrava em sofrimento.

DESCONHECIMENTO DA LIMINAR

A Clinicão publicou uma nota de esclarecimento afirmando que não tem conhecimento da liminar que obriga a clínica a abrir as portas para o Conselho de Proteção Animal. A clínica afirma que a ocorrência registrada em suas dependências aconteceu na noite de 30 de maio de 2026, quando pessoas identificadas como integrantes do Conselho compareceram ao local sem comunicação prévia, fora do horário regular de funcionamento e sem o acompanhamento de representante da fiscalização municipal, e por esse motivo, realizaram a recusa.

RESUMO

Pronunciamento da tutora: Karine, tutora do cão Café, afirmou que o animal chorava por estar sozinho e não por maus-tratos, ressaltando que ele foi bem atendido, medicado e já está recuperado em casa.

Denúncia e fiscalização: O Conselho Municipal de Proteção Animal (CMPDA) foi ao local após uma denúncia de que um cão sofria sem atendimento, mas relatou ter sido impedido pelos funcionários de entrar e fiscalizar o interior da clínica.

Justificativa da clínica: A Clinicão declarou desconhecer qualquer liminar que a obrigue a abrir as portas para o Conselho e justificou a recusa de entrada porque os integrantes apareceram sem aviso prévio e fora do horário de funcionamento.

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