Santa Casa de PG integra rede estadual e amplia acesso ao tratamento oncológico | aRede
PUBLICIDADE

Santa Casa de PG integra rede estadual e amplia acesso ao tratamento oncológico

Unidade recebeu o investimento de R$ 9,1 milhões que serão aplicados na reforma e ampliação do setor de Oncologia

Com a ampliação, a meta é atingir cerca de 1,6 mil consultas mensais na Santa Casa de Ponta Grossa
Com a ampliação, a meta é atingir cerca de 1,6 mil consultas mensais na Santa Casa de Ponta Grossa -

João Iansen

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

O Paraná tem ampliado o acesso ao tratamento oncológico pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com uma rede estruturada que garante desde o diagnóstico até a realização de cirurgias especializadas. Coordenado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o modelo prioriza a regionalização do atendimento e o fortalecimento dos hospitais de referência em todas as regiões.

Entre os projetos, há o investimento de R$ 9,1 milhões que serão aplicados na reforma e ampliação do setor de Oncologia. A nova estrutura contará com 14 consultórios ambulatoriais, sete leitos de observação, três leitos de emergência e 47 leitos destinados à quimioterapia.

Com a ampliação, a meta é atingir cerca de 1,6 mil consultas mensais e ampliar em aproximadamente 85% a capacidade de atendimento em quimioterapia. Os demais recursos serão utilizados na compra de equipamentos, mobiliário e melhorias em diagnóstico por imagem.

NOVOS EQUIPAMENTOS

Na área de modernização dos equipamentos e mobiliários, o Governo do Estado firmou convênio para a aquisição do enxoval do ambulatório de Oncologia, no valor de R$ 3,8 milhões. Entre os itens estão móveis planejados, eletrodomésticos, informática, além dos hospitalares, como macas, monitores cardíacos, desfibriladores, entre outros.

A Secretaria da Saúde também está repassando cerca de R$ 4 milhões para a compra de um novo equipamento de hemodinâmica, um sistema avançado de imagem por raio-X usado para guiar procedimentos minimamente invasivos no sistema circulatório, como cateterismos, angioplastias e arteriografias.

A tecnologia permitirá ampliar a capacidade de diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares, como infartos e obstruções arteriais. A modernização é relevante e estratégica, uma vez que a Santa Casa responde por mais de 70% dos atendimentos cardiológicos pelo SUS na região, garantindo maior segurança, precisão diagnóstica e continuidade do atendimento à população.

Na área de diagnóstico por imagem, estão sendo investidos R$ 5,5 milhões na modernização do serviço de ressonância magnética da Santa Casa, com substituição do equipamento atual por outro com tecnologia mais avançada. O novo aparelho permitirá exames com maior qualidade de imagem, menor tempo de realização e aumento do número de atendimentos diários, contribuindo para reduzir filas, melhorar a resolutividade diagnóstica e qualificar o fluxo assistencial do SUS.

INVESTIMENTOS EM TODO O ESTADO

Conforme dados do Complexo Regulador do Estado do Paraná (Care/PR), entre janeiro de 2024 e fevereiro de 2026, o Estado realizou 25.442 cirurgias oncológicas hospitalares pelo SUS na rede estadual, com investimento de aproximadamente R$ 65,9 milhões. No mesmo período, os atendimentos ambulatoriais também ultrapassaram 25 mil procedimentos, demonstrando a capacidade da rede em atender pacientes em diferentes fases do tratamento.

O atendimento começa, na maioria dos casos, na Atenção Primária, nas Unidades Básicas de Saúde, quando são verificados os primeiros sinais ou suspeitas da doença. A partir disso, o paciente é encaminhado para exames e, se necessário, direcionado aos serviços habilitados em oncologia, responsáveis pelo diagnóstico e definição do tratamento.

Quando há indicação cirúrgica, o paciente é encaminhado para hospitais que integram a rede estadual de atenção oncológica. Essas unidades contam com equipes especializadas e estrutura adequada para procedimentos de diferentes níveis de complexidade, garantindo segurança e continuidade no cuidado.

O secretário da Saúde, César Neves, disse que os investimentos têm como objetivo ampliar a capacidade de atendimento, reduzir o tempo de espera e garantir que os pacientes recebam o tratamento adequado mais próximo de suas regiões. “O Paraná tem avançado de forma consistente na organização da rede oncológica, garantindo acesso ao diagnóstico e ao tratamento no tempo adequado. Estamos investindo continuamente para fortalecer os hospitais e ampliar a capacidade de atendimento em todas as regiões”.

Além do financiamento dos procedimentos, o Governo do Estado mantém o Programa HOSPSUS Oncologia, que destina recursos mensais a hospitais estratégicos. Atualmente, são R$ 800 mil por mês investidos em unidades de referência, como o Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, o Hospital do Câncer de Cascavel (Uopeccan) e o Hospital do Câncer de Londrina.

A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes, afirma que a organização da rede é essencial para garantir a efetividade do cuidado. Segundo ela, o tratamento oncológico exige uma linha de atenção estruturada, com diagnóstico precoce, encaminhamento ágil e acompanhamento contínuo. “Esse trabalho integrado permite mais qualidade no atendimento e melhores resultados para os pacientes”, explica.

O fortalecimento da rede oncológica no Paraná reflete o compromisso do Estado com a ampliação do acesso e a qualificação dos serviços de saúde. "Com investimentos contínuos e organização do atendimento, o SUS no Paraná segue avançando para garantir um cuidado cada vez mais eficiente, humanizado e próximo da população", acrescenta o secretário César Neves.

O Paraná dispõe de uma rede de atenção oncológica com 24 estabelecimentos habilitados em 15 cidades, preparados para oferecer atendimento especializado e integral:

- Hospital da Providência, em Apucarana

- Hospital Norte Paranaense - Honpar, em Arapongas

- Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul

- Hospital São Lucas e Hospital do Rocio, em Campo Largo

- Hospital Santa Casa de Campo Mourão

- Uopeccan e Ceonc, em Cascavel

- Hospital Evangélico Mackenzie, Hospital Erasto Gaertner, Hospital Santa Casa, Hospital São Vicente, Hospital de Clínicas, Hospital Infantil Pequeno Príncipe, em Curitiba

- Hospital Deus Menino (antigo Ceonc), em Francisco Beltrão

- Hospital Ministro Costa Cavalcanti, em Foz do Iguaçu

- Hospital São Vicente, em Guarapuava

- Hospital Universitário de Londrina e Hospital do Câncer, em Londrina

- Hospital Santa Rita e Hospital do Câncer, em Maringá

- Santa Casa de Ponta Grossa

- Uopeccan, em Umuarama

- Hospital Policlínica, em Pato Branco

RESUMO

Expansão do atendimento oncológico: O Governo do Estado está investindo R$ 9,1 milhões para reformar e ampliar o setor de oncologia, com a meta de aumentar em 85% a capacidade de quimioterapia e realizar 1,6 mil consultas mensais.

Modernização tecnológica e equipamentos: Foram destinados recursos para a compra de novos aparelhos de ressonância magnética e hemodinâmica, além de R$ 3,8 milhões para mobiliário e equipamentos hospitalares, visando diagnósticos mais precisos e rápidos.

Fortalecimento da rede estadual: Com 24 unidades habilitadas em 15 cidades, o Paraná busca a regionalização do atendimento, tendo realizado mais de 25 mil cirurgias oncológicas entre 2024 e 2026 com foco na redução de filas e no tratamento próximo ao paciente.

Com informações: AEN.

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right