Proex recebe obras da ceramista Maria Cheung em mostra aberta ao público
Exposição promovida pela UEPG integra proposta de valorização e circulação da arte contemporânea produzida no Paraná

Pela primeira vez, a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), por meio da Divisão de Assuntos Culturais (DAC), recebe em Ponta Grossa a exposição da artista plástica e ceramista Maria Cheung. Intitulada “Entre símbolos e memórias”, a mostra será aberta nesta quinta-feira (15), às 18h30, na Galeria da Pró-reitoria de Extensão e Assuntos Culturais (Proex), localizada no prédio histórico da instituição, na Praça Marechal Floriano Peixoto, no Centro da cidade. As informações são da UEPG
Reconhecida nacional e internacionalmente, Maria Cheung acumula mais de 150 exposições no Brasil e no exterior, além de nove premiações em importantes espaços da arte contemporânea. Naturalizada brasileira e residente em Foz do Iguaçu há quatro décadas, a artista mantém desde 1995 um ateliê de cerâmica responsável pela criação de obras expostas em países como China, Alemanha, Argentina, Índia, Marrocos e também em diversas cidades brasileiras.
A chegada da artista à UEPG ocorreu a partir de um convite articulado pelo reitor da universidade, Miguel Sanches Neto, que já conhecia sua trajetória artística. Segundo ele, o início da produção de Maria no Brasil esteve ligado ao contato com artistas ponta-grossenses e ao processo de redescoberta de suas raízes orientais.
“Quando retomou sua vida artística, Maria conheceu e criou laços de amizade com as artistas Vera Gomes e Lúcia Misael através das aulas de desenho de Dilma Carvalho. Aos poucos, ela foi tomando consciência de suas raízes orientais, objeto principal de suas produções”, comenta o reitor
As obras da exposição dialogam com temas como ancestralidade, memória, identidade cultural e resistência feminina. Entre os trabalhos apresentados estão as obras “NUI” e “NUI TOY”, que abordam experiências históricas relacionadas à opressão de mulheres chinesas. Em “NUI”, Maria se inspira na história da bisavó e na tradição chinesa de mutilação dos pés femininos, prática utilizada até o século XIX como forma de controle patriarcal. Já “NUI TOY” reflete sobre as consequências das políticas de controle de natalidade implementadas na China.
Para a artista, embora contextos históricos e culturais sejam diferentes, Brasil e China compartilham desafios relacionados à violência e à desigualdade de gênero. “Apesar de não existir mais esse tipo de opressão contra as mulheres na China, infelizmente existem outras, como o feminicídio e a preferência por filhos homens, mais pronunciada na China por políticas passadas, mas presente no Brasil também”, afirma.
A chefe da Divisão de Cultura e Arte da UEPG, Patrícia Camera, explica que a exposição integra uma proposta iniciada em 2024 para fortalecer a circulação da arte contemporânea produzida no Paraná e ampliar o intercâmbio cultural entre universidades e cidades do estado.
Segundo Patrícia, o trabalho de Maria Cheung possui forte relação com memória e pertencimento cultural. “A arte dela é muito focada na memória, na história e bastante intensa no sentido de se mostrar como um ato de resistência de identidade”, destaca.
A exposição “Entre símbolos e memórias” permanece aberta ao público até o dia 23 de junho de 2026.
RESUMO
-A UEPG recebe pela primeira vez a exposição da ceramista Maria Cheung, artista com trajetória internacional e mais de 150 exposições realizadas no Brasil e no exterior.
-A mostra “Entre símbolos e memórias” aborda temas como ancestralidade, identidade oriental, memória e resistência feminina por meio de obras em cerâmica.
-Exposição ficará aberta ao público até 23 de junho de 2026, na Galeria da Proex, no Centro de Ponta Grossa.





















