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Natal para agradecer: conheça a história de Theo e Gael

Bebês prematuros ficaram internados no Humai-UEPG e retornaram um ano depois para agradecer a equipe de profissionais

Na casa de Luciane Vieira, os Natais serão sempre de celebração pela vida dos gêmeos Theo e Gael
Na casa de Luciane Vieira, os Natais serão sempre de celebração pela vida dos gêmeos Theo e Gael -

Da Redação

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No Natal, se comemora a chegada de um bebê ao mundo: o menino Jesus. Mas há famílias que têm muito a comemorar e rememorar em cada Natal. Na casa de Luciane Vieira, os Natais serão sempre de celebração pela vida dos gêmeos Theo e Gael. Eles nasceram após 32 semanas de gestação no Hospital Universitário Materno-Infantil da Universidade Estadual de Ponta Grossa (Humai-UEPG) em 30 de outubro de 2021, ficaram internados na UTI Neonatal por 28 dias e voltaram um ano depois da tão sonhada alta, para receber o carinho das equipes e mostrar as dificuldades superadas.

A história de Theo e Gael

“Desde o começo do nosso namoro, lá em 1996, nossa música era Legião Urbana. A gente só não sabia que em 2021 se completaria mais ou menos quando os gêmeos vieram…”. A história da família de Luciane é daquelas dignas de se tornar música, mesmo. Mais de 20 anos depois do nascimento da filha mais velha, Camila, e aos 43 anos, Luciane se viu grávida. “Foi uma surpresa, um pouco assustadora por estarmos em pandemia. Mas se Deus enviou é porque era pra ser!”, lembra.

Na primeira ultrassonografia, a notícia de que eram gêmeos. Logo depois, o diagnóstico de Covid-19. “Foram dias desesperadores, com medo de acontecer o pior”. Mas tudo se desenrolou bem no decorrer da gravidez, com acompanhamento da unidade básica de saúde em Sengés, onde ela mora, e do Ambulatório Materno de Alto Risco, no Hospital Universitário da UEPG.

“Sempre fui alertada de que gravidez gemelar poderia adiantar, desta forma eu já estava com tudo “pronto” se acaso entrasse em trabalho de parto”, conta. Logo após completar 32 semanas, dores fortes nas costas foram o prenúncio do trabalho de parto que se iniciava, com o rompimento da bolsa de um dos gêmeos. Na Santa Casa de Ponta Grossa, maternidade referência para gestantes de alto risco pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ela chegou a ser atendida, mas precisou ser transferida para o Hospital Universitário Materno-Infantil, onde havia vagas disponíveis na UTI Neonatal. “Quando cheguei no Humai é que a mágica começou. Me acolheram de braços abertos, eu realmente tive mais certeza ainda que tudo iria dar certo, mas não tinha ideia que seriam dias tão difíceis para os gêmeos”.

É claro que havia nervosismo, mas a atuação humanizada e o acolhimento das equipes do Humai fez toda a diferença para Luciane, no momento do parto. “Que ambiente maravilhoso eu estava. Já não tinha dores e confiei 100% naquela equipe acolhedora”, rememora. Com fundo musical, ela se sentiu em paz, mesmo com a apreensão do que iria acontecer com os bebês. Sobrou espaço até para uma brincadeira: como saber quem receberia cada nome? “Quem nascer primeiro é o Theo e o outro é o Gael”, definiu a mãe.

Theo já tinha rompido a bolsa, durante o trabalho de parto. Mas, se o irmão era destinado a nascer primeiro, Gael recebeu outro destino: nascer empelicado, ou seja, ainda envolto pela membrana do saco amniótico. Esse tipo de nascimento é raro – estima-se que aconteça uma vez a cada 80 mil partos. Na crença popular, nascer assim significa que o bebê terá boa sorte e uma proteção a mais na vida. E de sorte e proteção, esse menino precisava, visto que precisou ir direto para a ventilação mecânica ao nascer. Começava ali uma luta pela vida, ambos os pequenos internados na UTI Neonatal.

Uma das principais complicações do nascimento prematuro é a imaturidade dos pulmões. Por isso, muitos bebês nascidos antes do termo da gestação precisam de suporte ventilatório. Esse foi o caso de Theo e Gael, que precisaram ficar entubados por cinco dias. Além disso, os gêmeos tiveram uma infecção e precisaram fazer a cirurgia de frenectomia lingual, ainda na UTI. “Esse procedimento ajudou muito durante a amamentação. Não tive grandes dificuldades por conta de todo o apoio e ajuda da equipe para que eu continuasse amamentando”, lembra Luciane.

E o sentimento que fica quando lembra das equipes do Humai? “Aquelas meninas da UTI Neonatal foram anjos nas vidas dos meus filhos. Dava gosto de ver toda dedicação, carinho e muito profissionalismo com que cuidavam deles”, avalia. Depois dos 29 dias de internamento, a sensação foi de vitória, mesclada com medo do que ainda viria. “Foram dias muito intensos, mas com muito amor, dedicação e fé em Deus, porque em nenhum momento eu duvidei, sabia que eles iriam sair bem de lá e eu teria minha família completa para passarmos o primeiro Natal com os meus gêmeos tanto esperados”.

Prematuridade

Dependendo das condições da mãe e do bebê, é preciso cuidado na UTI Neonatal, por conta de complicações para manter a temperatura corporal, para respirar e para se alimentar
Dependendo das condições da mãe e do bebê, é preciso cuidado na UTI Neonatal, por conta de complicações para manter a temperatura corporal, para respirar e para se alimentar |  Foto: Divulgação
  

Às vezes, o amor nasce antes do tempo. São considerados prematuros os bebês que nascem antes da 37ª semana de gestação. Dependendo das condições da mãe e do bebê, é preciso cuidado na UTI Neonatal, por conta de complicações para manter a temperatura corporal, para respirar e para se alimentar. A cada dez minutos, seis nascimentos prematuros acontecem no Brasil, que é o 10º país no ranking mundial. Dados do Ministério da Saúde mostram que, por ano, são 340 mil bebês que nascem antes da 37ª semana de gestação. O pré-natal adequado é a melhor forma de prevenir o parto prematuro ou detectar condições maternas e fetais que podem levar ao nascimento antes do tempo.

Em 2022, foram 95 internamentos na UTI Neonatal do Humai-UEPG, sendo 63 de bebês prematuros. São 29 meninas e 66 meninos que precisaram passar algum tempo sob cuidados intensivos: dias, semanas ou até meses. O índice de altas, em 2021, foi de 96% dos bebês internados.

Fórum

O Fórum Multiprofissional da Prematuridade, organizado pelas residentes em Neonatologia, marcou as atividades do Novembro Roxo no hospital
O Fórum Multiprofissional da Prematuridade, organizado pelas residentes em Neonatologia, marcou as atividades do Novembro Roxo no hospital |  Foto: Divulgação
 

O Fórum Multiprofissional da Prematuridade, organizado pelas residentes em Neonatologia, marcou as atividades do Novembro Roxo no hospital, mês de atenção à prematuridade. Lohana Macedo foi uma das responsáveis pelo evento e conta que foi a primeira vez que tiveram a oportunidade de organizar um evento presencial. “É um tema pouco abordado e de uma temática sensível, mas extremamente relevante para os profissionais da saúde e população, foi importante na construção profissional de todos os residentes”, avalia. O Fórum teve atividades voltadas para os pais de bebês internados e para a equipe multiprofissional.

Nas oficinas realizadas durante a semana, os pais de prematuros aprenderam a manobra de desengasgo, cuidados e nutrição do recém-nascido, autocuidados maternos (reflexologia e auriculoterapia), e conversaram sobre o vínculo entre recém-nascido e familiares. As equipes multiprofissionais tiveram oficinas de Manobra de Heimlich e suporte básico de vida, prevenção de sepse, montagem de ventilador e oxigenoterapia, organização do leito e cuidados com recém-nascido. Uma mesa-redonda debateu o impacto do pré-natal na prevenção da prematuridade. No dia 18 de novembro, uma ação social levou educação em saúde e uma gincana para cuidadoras e crianças do Núcleo Promocional Pequeno Anjo, entidade que faz o acolhimento provisório de crianças de 0 a 06 anos de idade em situação de risco extremo, vítimas de violência, abandonadas ou órfãs.

Com informações da Assessoria de Imprensa.

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