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Secretário reforça ações para a preservação da história de Ponta Grossa

Alberto Portugal cita ações realizadas pelo Poder Executivo para que os imóveis históricos da cidade sejam mantidos; liderança também faz apelo para ampliar discussões

Secretário de Cultura de Ponta Grossa, Alberto Schramm Portugal
Secretário de Cultura de Ponta Grossa, Alberto Schramm Portugal -

Rodolpho Bowens

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Após a repercussão de um artigo do arquiteto e urbanista Henrique Wosiack Zulian (leia na íntegra aqui), o secretário da Secretaria Municipal de Cultura de Ponta Grossa, Alberto Schramm Portugal, reforçou os trabalhos desenvolvidos pela Pasta para a preservação da história ponta-grossense. Em publicação em suas redes sociais, a liderança municipal afirmou que “é compreensível o desabafo”, mas ressaltou todas as ações realizadas e garantiu que “Ponta Grossa respeita, sim, o seu passado”.

No artigo encaminhado ao Portal aRede, o também mestre em Projetos Arquitetônicos citou alguns exemplos do que ele chama da “Ponta Grossa: a cidade da marreta”, disse Zulian. Segundo Alberto, “de nada adianta o Conselho Municipal do Patrimônio Cultural discutir internamente essas questões, hoje de maneira muito mais sensível do que ontem, se o processo de sensibilização não for coletivo”, comenta. Na sequência, Alberto explica que “me sinto no dever de dizer que estamos fazendo o possível para que esse sentimento ruim de ver as chamas e os escombros não seja comum”, ao citar o incêndio que atingiu a antiga Rede Ferroviária de Ponta Grossa, na última quinta-feira (29) – relembre a situação aqui.

Trabalhos desenvolvidos

De acordo com o secretário de Cultura, a ‘Pasta’ está há “quase um ano aguardando resposta” para a reforma da Mansão Vila Hilda, bem como a revitalização de todo o espaço – no local também foi implantado uma escola livre do Patrimônio Cultural. Além disso, a liderança fala sobre a revisão da lei de tombamento; iniciativa da semana de educação patrimonial; e fiscalizações, notificações e multas. “A Estação Paraná está com projeto contratado para ser restaurada, bem como as chaminés das Indústrias Wagner. E a Maria Fumaça, após um ano de negociações, terá sua documentação definida em breve”, explica Portugal. Por fim, ele cita os trabalhos desenvolvidos na Casa da Memória, “que guarda o patrimônio documental de um povo todo”.

Contestações

No decorrer da publicação, Alberto também alega o que pode ter motivado o artigo de Henrique sobre “esse abandono”. O secretário comenta que a demolição da Catedral antiga foi “absurda, mas que abriu uma ampla discussão e que, sem dúvida, evitou que outros casos similares viessem a acontecer”. Além disso, ele cita a demolição do edifício Lange, situação essa que, de acordo com ele, “fui defensor do tombamento e descobri que andorinha sozinha não faz verão”.

Por fim, Alberto faz um apelo para que todos os munícipes participem da discussão sobre os imóveis históricos da cidade. “Vamos juntos sensibilizar mais pessoas, chamar à causa, articular, participar de sessões. Você (Henrique) está dando ênfase à destruição, como se fosse normal passar a marreta sobre tudo, mas prefiro plantar uma ideia de que Ponta Grossa respeita, sim, o seu passado, a sua arquitetura e a sua história”, conclui o também arquiteto e urbanista, bacharel em artes e presidente do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Ponta Grossa.

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