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Voto polêmico, Aliel reafirma participação nas próximas eleições

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Afonso Verner

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Com a trajetória ligada aos movimentos de esquerda, o deputado federal Aliel Machado (Rede) se diz ainda mais “encorajado” a participar das eleições municipais em Ponta Grossa no próximo mês de outubro – seja como candidato ou não. Aliel votou contra o relatório da comissão do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), mas defendeu o processo que pede a cassação da chapa de Dilma e do vice, Michel Temer (PMDB), que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Aliel lembrou que o voto contra o relatório de impeachment de Dilma não foi uma “defesa do Governo Federal”, já que o deputado se intitula como oposição à presidente petista. “Tecnicamente não há crime de responsabilidade que embase o impeachment. No entanto, apoio o impedimento da presidente e do Temer por irregularidades cometidas durante a campanha eleitoral de 2014”, comentou Aliel. 
O deputado explicou que o caminho mais frutífero para a nação é a cassação de Dilma e Temer através de uma ação que tramita no STF. “Acredito que dinheiro de corrupção da Petrobras bancou a eleição da chapa Dilma-Temer. No entanto, eu não poderia dar a minha digital para a chegada de Eduardo Cunha e Michel Temer ao poder”, comentou o parlamentar sobre o voto na comissão do impeachment. 
O pontagrossense era o representante da Rede Sustentabilidade na comissão formada pelos deputados. Ao começar o voto na noite dessa segunda-feira (11), o deputado salientou que o posicionamento do partido diante da situação. A legenda criada por Marina Silva recomendou que os deputados votassem favoravelmente ao impedimento da presidente, no entanto os filiados foram “liberados” para se posicionarem como bem entenderem.
Aliel era visto como virtual candidato da Rede Sustentabilidade ao cargo de prefeito de Ponta Grossa. Mesmo que parte do eleitorado tenha reagido negativamente o voto de Aliel sobre o impeachment, o deputado disse que participará das próximas eleições municipais, como candidato ou nos bastidores. “Eu vou para as ruas de PG debater a cidade e os problemas municipais e explicar o meu voto para a população”, ponderou Aliel.
O deputado federal lembrou que o processo de impeachment foi comandado por Eduardo Cunha, político que responde por vários processos de corrupção e é réu no Supremo Tribunal Federal (STF). “Dos 38 deputados que votaram favoravelmente ao impeachment, 35 são indiciados pelo crime de corrupção. Nem Cunha e nem o Temer tem legitimidade para comandar o país, o Brasil precisa de novas eleições”, disse Aliel.
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