Operário faz história e se consagra Campeão Paranaense de 2015

Ponta Grossa está em festa graças ao time da cidade. Após uma campanha histórica e sem deixar dúvidas sobre a força do time, o Operário Ferroviário confirmou o excelente trabalho durante a temporada e sagrou-se Campeão Paranaense de Futebol pela primeira vez nos 103 anos de clube.
A equipe fez bonito e bateu o Coritiba, dentro do Estádio Couto Pereira, pelo placar de 3 a 0. Sob aplausos de torcedores operarianos e até mesmo de coxa-brancas, o clube entrou para a história do futebol paranaense com uma final de orgulhar qualquer apaixonado por futebol.
Os primeiros minutos foram de tensão para o Operário Ferroviário. O clube sofreu uma forte pressão do Coritiba, principalmente até os 10 minutos do primeiro tempo, mas conseguiu se manter defensivamente. O zagueiro uruguaio Juan Sosa e o volante Lucas se portaram bem no setor defensivo e conseguiram conter as chances do Coxa.
Passado o sufoco, o Fantasma quase abriu o placar aos 11 minutos – na primeira jogada clara de gol da partida. Ruy cobrou falta pelo lado direito e, após desvio na entrada da área, a bola sobrou sozinha para o zagueiro Sosa. Sem goleiro e muito perto da meta, o zagueiro cabeceou por cima do gol, desperdiçando a chance de praticamente selar o título.
Aos 18 minutos, o primeiro cartão amarelo em jogada mais dura. O goleiro Jhonatan segurou o jogo e esperou algum atleta do Coritiba chegar perto da bola para pegá-la com a mão. Negueba veio para o lance com uma ‘voadora’, acertando o goleiro na sequência. O jogador do Coxa acabou tomando cartão pela atitude antidesportiva.
O Coritiba voltou a tomar conta do jogo perto dos 20 minutos. Os ataques não chegavam a causar tanto perigo ao goleiro Jhonatan, mas a bola permanecia sempre no campo de ataque coxa-branca. O Operário aproveitava os contra-ataques para tentar abrir o placar, mas não conseguia chegar com efeito na área adversária e também não levava tanto perigo.
O ritmo da partida seguiu até o intervalo, com o Coritiba atacando e o Operário esperando o contra-ataque. Nas posses de bola do Fantasma, a equipe da capital se via ‘perdida’ defensivamente, sem conseguir roubar a bola ou tentar recuperá-la.
Os dois times voltaram do intervalo sem substituições. Após o Coritiba manter os cinco primeiros minutos da etapa complementar da mesma forma que o primeiro tempo – sem conseguir grandes lances de perigo – o treinador Marquinhos Santos decidiu mexer no time. O meia João Paulo deixou o campo e deu lugar ao atacante Wallyson, enquanto o lateral Wellinton saiu para a entrada de Keirrison.
As alterações levaram o Coritiba com muita força ao ataque, o que acabou expondo o setor defensivo. O Operário aproveitou o momento e, logo no primeiro ataque, abriu o placar e garantiu a festa do torcedor alvinegro no Couto Pereira. Aos 12 minutos, Lucas recebeu bola no lado esquerdo e cruzou na entrada da área para Juba, que só deu um toque para vencer o goleiro Vaná e correr para a galera. O Operário abria o placar e somente um milagre tiraria o primeiro título paranaense da história do clube.
Tendo que fazer quatro gols em pouco mais de meia hora, o Coritiba partia para o ataque com bolas aéreas. Elas até chegaram a levar perigo ao goleiro Jhonatan, mas o arqueiro do Fantasma garantia boas defesas.
Os jogadores do Coxa deixaram o nervosismo tomar conta e acabaram perdendo a cabeça, cometendo muitas faltas e jogadas mais ríspidas, até mesmo fora dos lances de jogo.
O ‘estado de choque’ do Coritiba veio aos 30 minutos do segundo tempo, quando o Operário ampliou o placar. Douglas Mendes descolou um excelente cruzamento para Ruy, que saiu na cara do goleiro Vaná e tocou por baixo, guardando a bola no fundo das redes. O jogador foi recebido aos abraços pelos companheiros de equipe, que ouviam torcedores do Coritiba aplaudir o excelente futebol do Operário Ferroviário.
A festa ficou maior quando, dois minutos depois, o volante Chicão acertou a trave em um chute de fora da área e deixou o rebote com Juba, que mandou para as redes e consagrou o trabalho da equipe na final.
Bastou aos jogadores do Operário Ferroviário ouviram os aplausos da torcida alvinegra – e também coxa-branca – e aguardar o apito final. A festa tomou conta do gramado, da arquibancada visitante e principalmente das ruas de Ponta Grossa. O Operário consagra-se Campeão Paranaense pela primera vez na história!





















