Deltan defende atuação do Senado e critica STF, governo Lula e corrupção | aRede
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Deltan defende atuação do Senado e critica STF, governo Lula e corrupção

Fortalecimento das instituições, combate à corrupção e fiscalização do Supremo Tribunal Federal está entre as prioridades do pré-candidato

Pré-candidato ao Senado, Deltan Dallagnol (Novo)
Pré-candidato ao Senado, Deltan Dallagnol (Novo) -

Sara Dalzotto

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Em pré-campanha ao Senado pelo Paraná, Deltan Dallagnol (Novo) afirma que pretende levar ao Congresso uma atuação voltada ao fortalecimento das instituições, ao combate à corrupção e à fiscalização do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante entrevista ao Grupo aRede, o ex-procurador da República também comentou o cenário eleitoral, o projeto político da direita no Estado e sua parceria com Sérgio Moro e Filipe Barros.

Na conversa, Dallagnol fez avaliações sobre o Judiciário, explicou a estratégia do Partido Novo para as eleições proporcionais, comentou sua cassação como deputado federal e defendeu uma maior atuação do Senado diante das decisões do STF. Também abordou a polarização política e o plano de governo liderado por Sérgio Moro no Paraná.

Confira a entrevista na íntegra

VÍDEO
aRede.info
O ex-procurador da República e ex-deputado federal, Deltan Dallagnol (Novo), fala sobre pré-candidatura ao Senado | Autor: aRede.info

Grupo aRede - O senhor participa de uma composição com o Filipe Barros, também pré-candidato e o Sérgio Moro como pré-candidato a governador. Qual é o seu objetivo de pré-campanha neste momento?

Deltan Dallagnon - A minha pré-campanha ao Senado Federal vem sendo construída há 46 anos, porque ela é só uma expressão na arena política daquilo que eu acredito, que é o meu propósito maior de vida. Eu tenho uma visão de mundo cristã, de que o nosso propósito de vida, nessa breve passagem sobre a terra, é amar e servir às pessoas. Isso conduziu minha vida inteira.

Desde quando eu, depois do vestibular, ganhei um carro, eu doei esse carro para as pessoas carentes, porque eu entendi que era um carro que eu estava ganhando do colégio, por eu ter passado em primeiro lugar no vestibular, e que pessoas precisavam mais do que eu. Depois, quando eu fiz concurso público, passei nas primeiras posições, eu estudava com a motivação de ter os melhores instrumentos na minha mão para lutar por justiça. Passei em primeiro lugar para promotor, segundo para juiz, passei em décimo para procurador da república. E dentro da minha carreira como procurador da república, eu lutei contra todo tipo de bandido sem desistir, os bandidos mais poderosos e perigosos que a gente pudesse imaginar; traficantes internacionais de droga, como o vice-líder do cartel de Juárez, mexicano, que era responsável por uma organização que levava drogas para os EUA de avião Boeing; nós colocamos a família de Fernandinho Beira-Mar na cadeia, lutamos contra pedofilia infantil. E na Lava-Jato, quando eu percebi que a gente não conseguia colocar bandido na cadeia, eu fui estudar em Harvard. Passei um ano lá, engrenei várias outras ferramentas de combate à corrupção, de efetividade da justiça, voltei para o Brasil e a gente inovou dentro da lei, e pela primeira vez na história, colocou corrupto graúdo na cadeia. Recuperamos bilhões para a sociedade, investindo uma parte desse dinheiro em obras, inclusive uma série de obras nas estradas do Paraná, como duplicações, viadutos, passarelas para garantir a segurança das pessoas. Porque o dinheiro tem que voltar para as pessoas que foram roubadas, para as pessoas que mais precisam, os paranaenses.

Nós seguimos trabalhando e quando eu vi o Supremo Tribunal Federal/Brasília enterrar o trabalho que nós fizemos no Paraná, eu fiquei indignado e eu pensei como eu poderia fazer mais, melhor e diferente. A decisão mais difícil da minha vida foi largar uma carreira em que eu investia minha vida, com ótimo salário, para entrar nesse terreno pantanoso da política, mas porque é necessário, a mudança tem que acontecer lá dentro do sistema político. Entrei, fui o deputado mais votado do Paraná, graças às causas que a gente defende em conjunto e na mesma semana que eu entrei, um grande corrupto condenado da Lava-Jato disse para um colega que eles iam caçar o meu mandato. Poucos meses depois, essa caçação veio pelas mãos de um ministro delatado da Lava-Jato, que não se afastou do meu caso. E eu, decidindo não desistir, me tornei embaixador nacional do Partido Novo, porque eu entendi que uma Andorinha não faz verão sem bando. A gente formou um grande time e com esse time, agora, a gente não só vai, se Deus permitir, vencer as eleições para o Senado no Paraná, mas vai colocar diversos deputados federais, vai vencer uma série de eleições, o Brasil inteiro vai ganhar a presidência da República com presidente de direita, para que a gente possa colocar o Brasil de novo nos rumos da justiça e da prosperidade.

Grupo aRede - O Partido Novo tem experimentado algumas iniciativas que a gente não vê em alguns outros partidos. Como que se dá essa estrutura, e você como embaixador nacional, como mantêm os ideais desse projeto?

Deltan Dallagnon - O Partido Novo está no momento decisivo da sua história. Ele foi criado recentemente, é relativamente novo, cerca de 10 anos e tem algumas bandeiras muito claras. É o partido mais ideológico do país, na direita, sem dúvida nenhuma. Tem o PL do Bolsonaro, que tem bastante ideologia, bastante visão de mundo, mas o Novo, ele tem requisito para ingresso, não entra ninguém que seja investigado, condenado por crimes graves ou por corrupção.

O Novo, ele defende honestidade, competência e boa gestão. Basta olhar Minas Gerais, pegou um estado quebrado pelo PT, com uma grande dívida e transformou isso em superávit anual. Os índices de educação melhoraram, segurança pública, os crimes violentos caíram pela metade. Joinville foi assumida por um prefeito do Novo, conseguiu colocar o Novo nos melhores rankings de liberdade empresarial, de qualidade de vida, de segurança pública do país. Então, é o partido que leva a efeito aquilo que a gente acredita, é o partido de Marcel van Hattem na Câmara dos Deputados, de Eduardo Girão no Senado, que tantas vezes lutou contra os abusos do Supremo Tribunal Federal. É o partido que mais vota contra o governo Lula no Congresso Nacional, por discordar dessa visão de mundo atrasada do PT e da esquerda. E o Novo, ele só vai continuar existindo se conseguir um grande número de votos para deputado federal. E isso depende das pessoas entenderem que o nosso voto, especialmente para deputado federal, ele não vai para o candidato, ele vai para o partido. Você pode votar em alguém que defende as mulheres e acabar elegendo um cara que praticou abuso contra a mulher. Você pode votar em um honesto e eleger um corrupto, se o partido não tiver um filtro de entrada. Então, em vários partidos, você vota em um e elege outro que pensa completamente diferente.

Porque o seu voto para um candidato a deputado federal, ele não vai para a pessoa, vai para o partido. E cada cadeira de deputado federal no Paraná depende de 200 mil votos aproximadamente. Então, como que funciona? Você tem uma lista de candidatos a deputado federal de um determinado partido, como no nosso caso, o Partido Novo, tem uma lista. E se o partido, ao todo, com a soma de todos os candidatos fizer 200 mil votos, vai entrar um só, o mais votado. Ainda que esse voto tenha sido distribuído entre 30 candidatos a deputado federal. Se o partido fez, ao todo, 400 mil votos, vão ser duas pessoas que vão ser eleitas. Não importa que esse voto foi disseminado em todo o partido, são os dois com maior votação que vão ser eleitos. Isso vale para qualquer partido. Você pode ter votado em uma pessoa que é honesta, é competente, mas conseguiu pouco voto e esse voto vai ser usado para eleger uma pessoa desonesta e incompetente. Por isso, eu tenho sempre recomendado que as pessoas olhem para o partido na hora da eleição, na hora de decidir o seu voto. Isso vale para todo o Brasil, não é específico para uma eleição, vale para toda eleição. Essa é uma característica da nossa informação para exercício de cidadania informada.

Grupo aRede - O senhor foi o mais votado para deputado federal nas eleições de 2022 e acabou sendo cassado o registro da sua candidatura. Não existe um receio de que isso possa voltar a acontecer neste ano?

Deltan Dallagnon - Não. A Justiça Eleitoral, por meio de 15 decisões e duas juízes eleitorais, já disseram que eu estou, sim, elegível. E, como qualquer candidato, eu vou registrar a minha candidatura e vai ter a decisão pelos tribunais, mas elas já apontaram que não foi declarada a minha inegibilidade, não foram cassados meus direitos políticos. E por que eu fui retirado do cargo lá atrás, então? Eu me corrompi? Não. Eu matei? Não. Eu roubei? Não. Eu pratiquei algum crime? Não.

Eles me tiraram do mandato por um exercício de futurologia. Eles disseram ‘olha, pode ser que o Deltan, no futuro, eventualmente, possamos ter alguma coisa contra ele’. É isso mesmo, eles inventaram lei onde não existe, num contexto de um governo Lula que persegue quem combate a corrupção, que queria vingança. E a cassação veio pelas mãos de um ministro delatado na Lava-Jato. Todos os grandes jornais do Brasil criticaram, todos os grandes juristas criticaram, o que reforça o fato de que estou, sim, elegível para este ano, para esta nova eleição.

Grupo aRede - O senhor teve a carreira toda no Judiciário. Como avalia hoje esse poder específico no nosso país?

Deltan Dallagnon - Eu avalio da pior maneira possível. Não os juízes, eu avalio da pior maneira possível os ministros, o sistema que se estabeleceu dentro da Justiça. Nós temos juízes muito bons na primeira, na segunda instância, concursados, técnicos, mas quando a gente olha para o Supremo Tribunal Federal, tem uma preponderância de ministros políticos, pessoas que não decidem de acordo com a Constituição, que perseguem politicamente a direita, pessoas que censuram, que praticam uma série de abusos, que mantém presas as pessoas por seis meses a um ano sem uma acusação criminal. ‘Mas isso não aconteceu na Lava-Jato?’ Não, jamais. Eu atuei em uma série de investigações e processos criminais ao longo da história, atuei em toda a Lava-Jato e a gente nunca manteve uma pessoa presa mais do que 35 dias sem uma acusação criminal, porque isso é abusivo, é ilegal. Nós temos um Supremo Tribunal Federal que garante insegurança jurídica, quando o que deveria garantir era segurança jurídica, ele revisa regras e aplica para o passado, inclusive sobre tributos, sobre qual é a justiça competente para você processar os corruptos, muda o CEP, muda a justiça e anula tudo. Você tem ainda um Supremo Tribunal Federal que atropela toda hora o Congresso Nacional, por exemplo, com descriminalização das drogas, descriminalização do aborto.

No agronegócio, então, é terrível. Eles revisaram a orientação anterior à decisão deles mesmos sobre o marco temporal. E agora, agricultores do Paraná, Roraima, Rondônia, pararam de investir nas suas propriedades, gerar emprego e renda, porque têm medo de perder as suas propriedades, porque o Supremo mudou sua visão de mundo sobre qual é a fatia da propriedade que deve incumbir aos povos originários, aos indígenas. Então, você tem o Supremo que, em segundo lugar, pratica um atropelo das atribuições do Congresso Nacional. Em terceiro lugar, a gente tem o Supremo que abusa do seu poder. Tem ministros investigados por corrupção, mas não são responsabilizados. Ministros que censuraram uma série de pessoas, ministros que mandaram parar investigações contra familiares de outros ministros do próprio tribunal, de forma evidentemente abusiva e ilegal. Então, a gente tem um mau exemplo que vem de cima. Tanto no governo Lula, um bandido comandando o país, com três instâncias que o condenaram, e depois o STF o livrou sem o inocentar, mas anulou suas condenações. E a gente tem no Supremo Tribunal Federal como também um mau exemplo que vem de cima. Não tem como dar certo.

Grupo aRede - Sobre o cenário do Senado no Paraná, nós temos três cadeiras, como todos os estados. Como o senhor avalia a representatividade do Paraná hoje no Senado e o que o senhor propõe melhorar?

Deltan Dallagnon - Hoje a gente vê um Senado, como um todo, omisso diante das violações do Supremo Tribunal Federal. Supremo abusa, reabusa, brindou os corruptos da Lava-Jato. Gilmar Mendes agora quer brindar a turma do Master, já começou a plantar sementes para anular o caso Master. André Mendonça está fazendo um trabalho muito correto, resistindo, investigando, processando, mas a gente vê ministros que querem brindar os criminosos, os bandidos. E quem pode fazer a contraposição a isso? Quem pode chamar a responsabilidade do Supremo Tribunal Federal? É só uma instituição, e essa instituição se chama Senado Federal.

Mas o Senado Federal tem sido omisso, não tem instaurado investigações, processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal. O Senado ainda tem a função de sabatinar os novos ministros, novos indicados ao Supremo Tribunal Federal. Recentemente barrou Messias, mas foi a exceção. A regra é o Senado simplesmente carimbar a indicação que o presidente muda, seja para o Supremo, seja para o STJ, seja para o Conselho Nacional de Justiça, seja para o Conselho Nacional do Ministério Público. Não pode ser assim, tem que fiscalizar, tem que botar na parede, tem que votar contra quando o nome não é um bom nome para ocupar esses altos cargos da nossa República. A gente precisa de um Senado atuante em todas essas esferas de fiscalização e atuante em políticas públicas.

Sem uma base de justiça e de ordem a gente nunca vai ter prosperidade no nosso país. E uma base de justiça significa você estabelecer propriedade privada com segurança e não permitir invasão, significa você ter liberdade econômica e não a sobrecarga tributária, a asfixia econômica que a gente vê hoje na indústria, no agro. A gente vê ainda falta de igualdade de oportunidades com a corrupção engraçando no nosso país, a gente vê políticas inadequadas de segurança pública, especialmente a partir do governo federal, falta de segurança jurídica. A gente precisa de um império da lei e o Senado tem um papel muito importante. E tudo isso que tem se omitido ao longo dos últimos anos, com raras exceções.

O senador Sérgio Moro foi o que melhor sabatinou o indicado a ministro do Supremo Tribunal Federal, Jorge Messias, e emparedou ele em várias questões usando sua experiência como juiz, como alguém que inquiria testemunhas e réus. O senador Sérgio Moro adotou uma postura firme e combativa protegendo policiais que enfrentam o crime organizado, buscando penas mais duras para aqueles que praticam crimes no nosso país com uma postura muito adequada.

Mas essa não é a regra no Senado Federal, por isso a gente entende que a gente precisa entrar lá. Não só eu, mas uma série de senadores de direita que sejam honestos, competentes e comprometidos com os valores da sociedade brasileira para a gente reestabelecer uma base de justiça, pilares de prosperidade e uma argamassa de cimento com decência de valores, de defesa da vida, da família, da liberdade de expressão, lutando contra a censura, para a gente ter um país que entre nos trilhos, nos rumos da prosperidade.

Grupo aRede - E essas eleições, assim como as anteriores, estamos vendo uma polarização grande entre campo da direita e da esquerda. Como que você vê esse cenário a nível nacional e no Paraná?

Deltan Dallagnon - Existe uma compreensão deturpada da polarização. Muita gente critica a polarização como se ela fosse essencialmente ruim.O que é ruim e errado é crime, é violência, é ameaça, é injúria, calúnia, difamação, é criar fatos, inventar fake news, e fake news eleitoral é crime. Tudo isso é errado.

Agora, você discordar de outro não é errado. E vejam, quem reclama da polarização é quem de esquerda, por quê? Porque a esquerda sempre dominou, sempre teve hegemonia. Até hoje, 80% dos jornalistas se declaram como de esquerda. Grande parte da mídia não é isenta, não faz um trabalho técnico e parcial como vocês fazem. Então, a gente tem uma imprensa enviesada, a gente tem um espaço ocupado pela esquerda tradicionalmente ao longo das últimas décadas e isso foi invertendo os valores no Brasil, que na minha perspectiva, é uma visão de direita, é uma visão conservadora. Hoje o policial é tratado como bandido, o bandido é tratado como vítima, o agro é tratado como fascista e é sufocado em dívidas. Você tem a família sendo colocada numa lata de conserva, em pleno desfile de carnaval. Quem combate a corrupção é perseguido e quem pratica a corrupção é blindado.

A gente vive uma inversão de valores e quando surge uma direita contrastando as ideias, os ideais, a visão de mundo da esquerda, aí ‘é polarização e não pode’, vamos buscar um consenso. A gente não vai ceder espaço para o Lula, para o PT, para a corrupção, para más ideias e projetos econômicos, para colocar bandido na rua. A gente não defende isso, a gente é contra isso, a gente vai seguir sendo contra. Então, a polarização, a discordância, é saudável, é essencial pra democracia.

E aí tem gente que vai dizer assim, “não importa as ideias, essa disputa ideológica fica em Brasília”. Não fica! Porque ideias geram resultado. Quando o PT entende que o bandido é vítima da sociedade, isso vai resultar em Saidinha, que coloca bandido na rua, em Indulto Natalino, que é o perdão de Natal, que coloca bandido na rua. E aí vai ser assassinada uma pessoa que, quando você não coloca o bandido na cadeia, você estimula o crime. A gente teve o caso aqui da Luciane de Ávila, que foi assassinada na porta da escola, um caso rumoroso aqui de Ponta Grossa. O cara foi condenado a mais de 18 anos de prisão, mas em 4 anos ele estava fora das grades. Então, a polarização afeta a nossa vida. Quando aumenta os impostos lá em Brasília, isso afeta a nossa vida, afeta o pão que você compra, a farmácia, o preço da gasolina. Não existe esse negócio de ‘ah, estamos num mundo assético, sem ideologia’, não existe. Toda visão ideológica vai afetar o nosso Estado. Então, essa disputa ideológica é essencial da política. A gente tem que se posicionar de acordo com isso, ou senão, simplesmente, a gente vai sofrer as consequências disso.

Grupo aRede - Além do senhor representar o Estado no Senado, também tem um projeto de governo que tem à frente o Sérgio Moro como pré-candidato a governador. Como o senhor tem participado e colaborado com esse plano de governo?

Deltan Dallagnon - Sérgio Moro é pré-candidato ao governo do Estado, e, sem dúvida nenhuma, o melhor pré-candidato ao governo do Estado. Alguém honesto, competente, e chamou para ser seu vice-governador o presidente da Fiep, que é a Federação das Indústrias. A Federação das Indústrias fez uma série de estudos ao longo das últimas décadas para as várias áreas de Estado e como você gera desenvolvimento, prosperidade e bem-estar. Inclusive, um ex-presidente da Fiep me falou que fizeram esses estudos e eu falei para ele ‘nossa, todo mundo deve querer isso, os deputados estaduais, o governo’, e ele falou ‘Deltan, a gente não consegue ser recebido pelos deputados para apresentar, eles não têm interesse’.

E aí, o Sérgio Moro foi e pegou quem produziu os melhores relatórios para gerar prosperidade e desenvolvimento, feito com os melhores profissionais e colocou ele de pré-candidato a vice. Para quê? Para gerar prosperidade em todas as dimensões. Agora, eles têm desenvolvido um plano de governo, convidando a sociedade civil para participar, especialistas das várias diferentes áreas.

Então, você tem simplesmente um cara que é honesto, competente, que já provou seu patriotismo, seu amor às pessoas, a ponto de colocar sua família em risco quando era ministro da Justiça, para isolar lideranças e facções, pagando alto preço, porque o PCC fez plano para assassiná-lo, plano concreto, com apartamento, com lugar alugado, com o monitoramento dos filhos dele. Ou seja, alguém que já provou seu amor por nós, o seu sacrifício por nós e que tem um grande projeto para o Brasil. As pesquisas apontam, inclusive, que ele pode vir a ser eleito até mesmo em primeiro turno. Então, esse é o projeto para o governo.

A gente tem um projeto para o Senado, como eu e o Filipe Barros estamos pré-candidatos ao Senado, para que a gente possa levar ao Senado pessoas de direita, com uma visão que defende tudo isso que eu conversei aqui na entrevista. Filipe Barros foi líder da oposição ao governo Lula na Câmara dos Deputados por muito tempo e nós precisamos organizar o jogo, porque cada eleitor vai ter dois votos para o Senado neste ano.

E se a gente não organizar o jogo e todo mundo carregar seus votos para as mesmas pessoas da direita, a gente pode acabar elegendo uma Gleisi Hoffmann, que é líder de rejeição no Paraná. Ela não foi condenada, é bom deixar claro, se não daqui a pouco vão dizendo que eu a acusei. Mas a gente sabe que o Supremo Tribunal Federal, de Supremo Guardião da Constituição, se tornou o grande Supremo Guardião e da blindagem das investigações, derrubando as investigações contra os corruptos investigados no nosso país. E a Gleisi Hoffmann estava lá, mencionada, não estou acusando ela de nada, porque ela precisaria de uma condenação hoje no Brasil para eu poder falar. Mas estava lá na lista, na planilha de propinas do Odebrecht, é a pessoa que tem um alto índice de rejeição no Estado do Paraná nas pesquisas e ela pode acabar sendo eleita se a gente não organizar o jogo da direita no nosso Estado.

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