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Exportações de PG superam R$ 435 milhões

Valor, divulgado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, foi registrado entre janeiro e março

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Fernando Rogala

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As exportações ponta-grossenses passam por um momento distinto. A soja ou seus derivados, que tradicionalmente são os produtos mais comercializados para outros países, não aparecem na ponta no ranking do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. No topo da lista trimestral aparece a exportação de embalagens (Tetra Pak), somando US$ 29,3 milhões (algo em torno de R$ 97 milhões), correspondendo a 22,1% de tudo enviado ao exterior. Esse cenário, no entanto, é temporário, já que a soja deverá voltar a dominar a lista, com o avançar da colheita (que foi mais tardia nesse ano) e da sua comercialização para outros países. 

Os números, revelados nesta quarta-feira (4), mostram que o valor exportado atingiu US$ 132,7 milhões (algo em torno de R$ 438 milhões) neste primeiro trimestre. O valor, porém, é inferior ao registrado no mesmo período de 2017, quando a ‘supersafra’ impulsionou as exportações que alcançaram US$ 324,9 milhões (ou seja, algo em torno de R$ 1 bilhão). Essa retração trimestral não é exclusiva de Ponta Grossa: Paranaguá, por exemplo, que é o município que tem o maior volume de exportações no Paraná, por sediar o Porto, viu a marca de US$ 1,05 bilhão (R$ 3,46 bilhões, no 1º trimestre de 2017) ser reduzida para US$ 551,7 milhões (R$ 1,8 bilhão, no 1º trimestre desse ano).

Embora não na ponta, a exportação de ‘tortas e outros resíduos resultantes da extração do óleo de soja’ aparece na segunda posição, cerca de R$ 4,5 milhões atrás das exportações das embalagens. Porém, se considerar esse derivado e outros (R$ 16,5 milhões), incluindo a soja em grãos (R$ 49,5 milhões), o ‘complexo soja’ registra R$ 194,2 milhões comercializados, ou o equivalente a 36,2% do total exportado. Ao final do ano passado, a exportação do ‘complexo soja’ foi equivalente a 75% do total do comércio exterior do município.

Como as importações cresceram, atingindo R$ 330 milhões, o saldo da balança comercial reduziu, registrando um superavit de pouco mais de R$ 100 milhões. Sem a liderança da soja, a China, que costumeiramente lidera o ranking do destino das exportações da cidade, aparece apenas na quinta posição, para onde foram destinados pouco mais de R$ 30 milhões em produtos. Na liderança aparecem a Coreia do Sul (R$ 53,2 mi), Paraguai (R$ 43,8 mi) e Argentina (R$ 36,4 mi).

Exportações do Brasil cresceram

No Brasil, as exportações do mês de março chegaram a US$ 20,1 bilhões. Houve crescimento de 9,6% sobre março de 2017, pela média diária. No mês, as importações totalizaram US$ 13,8 bilhões, com acréscimo de 16,9% sobre o mesmo período do ano passado. No mesmo comparativo, a corrente de comércio alcançou valor de US$ 33,8 bilhões, com alta de 12,5%, e o saldo comercial mensal apresentou superavit de US$ 6,3 bilhões, valor 12% inferior ao alcançado em igual período de 2017 (US$ 7,136 bilhões). Com os números do último mês, o acumulado de 2018 bateu recorde de vendas externas. De janeiro a março, as exportações chegaram a US$ 54,4 bilhões, crescimento de 11,3%, pela média diária. As importações foram de US$ 40,4 bilhões, 15,8% a mais, pela média diária, sobre o mesmo período anterior (US$ 36 bilhões).

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