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Produtos fabricados na região dos Campos Gerais ganham o mercado internacional

Entre os produtos da região, estão alguns produzidos por empresas instaladas recentemente.

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Fernando Rogala

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Inúmeros produtos armazenados ou fabricados na região dos Campos Gerais estão ganhando o mercado internacional. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio mostram que houve um crescimento nas exportações de 12% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado no Paraná.

Entre os produtos da região, estão alguns produzidos por empresas instaladas recentemente. A tendência, pelo dólar se manter na casa dos R$ 3, é de que as exportações se mantenham em alto. Para Julio Suzuki Júnior, diretor-presidente do Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social), a tendência é de melhora do quadro de exportações da indústria, principalmente com o início das exportações de celulose pela nova fábrica da Klabin em Ortigueira, nos Campos Gerais. “O setor de papel e celulose deve ser um dos destaques nas exportações em 2016”, afirma. A produção na unidade foi iniciada no mês passado. Outro investimento, inaugurado no ano passado, está contribuindo para a exportação de carnes. Trata-se da UIC (Unidade Industrial de Carnes), construída através da intercooperação da Castrolanda, Capal e Frísia, no município de Castro, que recebeu o aporte de R$ 250 milhões e industrializa carnes comercializadas com a marca Alegra Foods. As vendas de carne suína in natura avançaram de US$ 22,3 milhões para US$ 33,2 milhões, alta de 48,4% no Estado do Paraná. Além disso, Ponta Grossa, reconhecida como um dos maiores polos moageiros do mundo, elevou o volume exportado de soja e seus derivados em 30% em relação ao mesmo período no ano passado, ao passar de 409 mil toneladas para 531 mil toneladas. Em valores, o aumento foi de 2% (de US$ 188 milhões para US$ 192 milhões). Esse montante contribui para as exportações estaduais, que, ao totalizar US$ 810,5 milhões, responde a por 24% das vendas externas do Estado. De acordo com Suzuki Júnior, a tendência geral nas exportações é de crescimento em 2016. “Depois de dois anos de retração, as exportações devem fechar com crescimento em 2016 e ajudarem o Paraná a ter um saldo positivo na balança comercial”, diz.

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