Aliel e Sandro defendem a saída de Dilma, mas discordam sobre Temer

Os deputados federais Aliel Machado (Rede) e Sandro Alex (PPS) concordam com o processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT). Aliel é integrante da comissão com 65 deputados que irá analisar o pedido de impeachment, já Sandro é o suplente do PPS no grupo. Ambos são enfáticos ao falar sobre a falta de “governabilidade” do governo Dilma, mas discordam sobre um possível afastamento do vice, Michel Temer (PMDB).
Aliel foi indicado pela Rede para compor o grupo e é o único parlamentar da legenda na comissão. O deputado disse que a experiência obtida na Câmara Municipal ajudou na escolha. “Quando assumi como presidente da Câmara, também estávamos envolvidos em um processo de cassação e também haviam muitas manifestações nas ruas”, lembrou Aliel. O deputado argumentou que essa experiência obtida no Legislativo Municipal pesou na indicação. “O impeachment não é golpe, mas tem que ser fundamentado”, ponderou Aliel.
Sandro e Aliel concordam no processo de impeachment de Dilma, mas divergem sobre o encaminhamento posterior – enquanto Sandro Alex afirma que o vice-presidente, Michel Temer, tem que assumir o cargo, Aliel aponta para outra possibilidade. O partido do deputado, a Rede Sustentabilidade, defende o impeachment de toda a chapa presidencial a partir de uma ação no Supremo Tribunal Eleitoral (TSE).
Aliel lembra que o PMDB, partido de Temer, está “diretamente implicado” em vários escândalos políticos e o próprio vice-presidente já foi citado na Operação Lava Jato, comandada pelo juiz Sérgio Moro. No entanto, para Sandro Alex, apoiador do processo de impeachment desde setembro de 2015, a cassação de Temer não é uma boa saída. “Isso é levar a eleição para o terceiro turno”, lembrou Sandro.
Para Sandro Alex, ferrenho opositor do Governo Federal, pedir a saída de Sandro é “desvirtuar” o pedido de impeachment. “Após o afastamento da presidente, quem assume é o vice, não há outra alternativa”, apontou Sandro. O deputado federal diz que uma outra saída levaria o país ao caos. “Estamos fazendo o devido processo legal do impeachment da presidente e eu acho que é assim que tem que ser”, assinalou.
Sandro diz que “sim” tem maioria
Para Sandro Alex, os parlamentares favoráveis ao impeachment já são maioria dentro da comissão, mesmo que o levantamento partidário mostre que a Base Governista é maior. “Muito parlamentares estão indecisos e quem é indeciso, vota pelo sim”, disse Sandro. O deputado do PPS lembrou que quando os parlamentares voltam para as suas cidades são questionados e pressionados pela população para mudarem de ideia. “Apenas o PT, PCdoB e PDT são contra a saída de Dilma”, disse Sandro.
Dois terços da comissão são investigados
Dos 65 deputados que compõe a comissão do impeachment, 40 (praticamente dois terços do grupo) receberam verbas investigadas pela operação Lava Jato, além de outra boa parte que já tem investigações em andamento. Esses 40 deputados receberam doações de empresas que estão sob a mira da Lava Jato. Aliel é um dos 15 parlamentares que não receberam esse tipo de doação. “Isso mostra como nosso sistema político é problemático e deve ser repensado. Eu nunca recebi dinheiro ilícito”, lembrou Aliel.
Pauliki reforça apoio ao impeachment
O deputado estadual Marcio Pauliki (PDT) reforçou o parecer favorável ao impeachment de Dilma. Segundo Marcio, a saída da presidente é essencial para que o país volte a crescer e retome a evolução econômica. Ligado ao setor empresarial, Marcio lembrou que em 2012 foi contrário a diretriz nacional do PDT em apoiar Dilma. “Desde 2015 eu me manifestei favoravelmente ao impeachment de Dilma para que retomamos o crescimento”, contou.





















