José Dirceu recebe nova proposta de trabalho

A defesa do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, condenado a sete anos e 11 meses de prisão na Ação Penal 470, o processo do mensalão, anunciou hoje (20) que entrou com novo pedido autorização de trabalho na Justiça do Distrito Federal. Segundo os advogados, Dirceu recebeu proposta para trabalhar em um escritório de advocacia. Se o juiz da Vara de Execuções Penais (VEP) autorizar, o ex-ministro receberá salário de R$ 2,1 mil.
No pedido, o advogado José Gerardo Grossi, dono do escritório, diz que o ex-ministro poderá trabalhar na biblioteca da empresa, atuando na pesquisa de jurisprudência de processos e ajudando na parte administrativa. O horário de trabalho é das 8h às 18h, com uma hora de almoço.
Segundo a defesa de Dirceu, ele preenche todos os requisitos legais para obter autorização de trabalho externo. De acordo com a Lei de Execução Penal, condenados que cumprem penas inferiores a oito anos em regime semiaberto podem sair do presídio para trabalhar durante o dia, mas devem retornar à penitenciaria no início da noite.
No dia 5 de dezembro, o ex-ministro desistiu da primeira proposta de emprego, apresentada pelo Hotel Saint Peter, em Brasília. Os advogados disseram que “o clima de linchamento midiático instalado contra José Dirceu e contra a empresa” fez o ex-ministro abrir mão da proposta.
Em entrevista à Folha de S. Paulo, Grossi declarou que ofereceu um emprego a um presidiário.
"Hoje ele é um presidiário cumprindo pena. Eu não ofereci trabalho para o ministro, mas para o presidiário. Não tenho dúvida [que ele será subaproveitado], mas eu preciso de alguém para organizar a biblioteca e se ele não der conta vou ter que arrumar outro que faça", explicou. Grossi disse que é amigo de Dirceu há quase 30 anos e que nunca lhe fez, e também não recebeu, pedidos de favor. Alguns dias após a prisão do ex-ministro, o advogado foi visitar detento no complexo penitenciário da Papuda e ficou sabendo que ele poderia precisar de um emprego.
Com informações da Agência Brasil e da Folha de S. Paulo





















