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Carli Filho pode ir a júri popular ainda neste ano

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Afonso Verner

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Após mais de seis anos, o ex-deputado federal Luiz Fernando Ribas Carli Filho pode ir a júri popular ainda em 2015. Pelo menos é o que acredita o Ministério Público do Paraná (MP-PR) e os advogados de acusação do caso, uma vez que cinco testemunhas já foram formalmente indicadas para o processo. Em entrevista à Banda B nesta quarta-feira (30), o assistente de acusação, Elias Mattar Assad, disse acreditar que o júri deve acontecer ou na primeira quinzena de dezembro ou no começo de fevereiro do ano que vem.

“O Ministério Público está mais otimista que eu, mas não podemos passar nenhuma regra, uma vez que qualquer pisada em falso, como dizemos vulgarmente, pode anular o processo”, disse.

A data do júri pode ser marcada pelo juiz Daniel Surdi de Avelar, da 2.ª Vara do Júri de Curitiba, até o final de outubro. A defesa também deve indicar cinco testemunhas ainda nesta semana.

Assad lembrou que a sociedade já espera por uma resposta da justiça há seis anos e disse que o despacho é uma das últimas etapas antes do júri. “Ele foi denunciado no final de 2009. De lá para cá tivemos vários processos, inquéritos, audiências, testemunhas. Tivemos vários anos do Tribunal de Justiça decidindo se ele seria levado para o júri e mesmo assim a defesa recorreu e teve a negativa, sinal que a alegação não teve efeito. A ideia na acusação é que ele pegue uma pena justa por um mal injusto”, disse.

Caso condenado, Carli Filho pode pegar de seis a vinte anos de prisão, podendo ter a pena aumentada a 50% por se tratar de duas vítimas. No total, o tempo de prisão pode chegar a 30 anos.

O caso

Carli Filho é acusado de matar Gilmar Rafael Souza Yared e Carlos Murilo de Almeida em um acidente de trânsito em maio de 2009, no Mossunguê, em Curitiba. Segundo a acusação, ele dirigia embriagado e a 173 km/hora. Na ocasião, o Detran informou que o ex-deputado tinha 130 pontos na carteira de habilitação por infrações de trânsito.

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