Homicídios culposos no trânsito têm queda de 16% no PR

O Paraná teve mais uma expressiva queda no índice de homicídios culposos no trânsito, que são as mortes provocadas por motoristas quando não há a intenção de matar, seja nas vias urbanas ou nas rodovias. Com 1.716 casos em 2014, houve uma redução de 16%, na comparação com o ano anterior, quando foram registradas 2.036 mortes.
As regiões de Londrina (-79%) e Guarapuava (-70%) tiveram as maiores reduções, de acordo com relatório divulgado pela Secretaria estadual da Segurança Pública e Administração Penitenciária. Pela percepção dos policiais que fazem as fiscalizações constantes no trânsito, muitas das mortes provocadas por motoristas continuam sendo pela ingestão de bebidas alcoólicas antes de dirigir e por atitudes imprudentes, como velocidade incompatível com a via e desatenção.
Para coibir esse tipo de atitude, a ordem no Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), durante o ano passado, foi intensificar as fiscalizações, principalmente com a utilização de radares fotográficos – naqueles pontos específicos das rodovias que foi detectado alto índice de acidentes – e o uso de etilômetros (bafômetros), conforme explica o capitão PM Sheldon Keller Vortolin.
“Além dessas ferramentas, os policiais fazem monitoramento online, conectados aos sistemas do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran), da Secretaria da Segurança Pública e do Departamento de Execução Penal. Essa gama de disponibilidades faz com que os policiais trabalhem assistidos”, informa Vortolin.
De acordo com ele, as blitze constantes são imprescindíveis para manter a atenção dos motoristas. “Sentindo-se fiscalizado, o motorista vai ter mais cuidado, fazendo a sua parte, com respeito à legislação, ao limite de velocidade e a não ultrapassar em locais proibidos, por exemplo”, complementa o capitão.
Ponta Grossa
O índice de homicídios culposos no trânsito em Ponta Grossa teve um ligeiro crescimento em 2014 em relação ao ano anterior. Enquanto 2013 teve 95 mortes na cidade, o ano passado registrou 99 óbitos em decorrência de acidentes de trânsito considerados homicídios culposos, um crescimento de 4%. O mês mais violento foi março, com 16 vítimas fatais.
Informações da AEN.





















