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Fiep reage contra reajuste na luz para indústrias

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Fernando Rogala

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As indústrias, que já sofrem com um mercado retraído e uma produção menor, que resultaram em centenas de milhares de demissões pelo país (em 2014, por exemplo, houve a retração de 171 mil postos nesta área), poderão ter um impacto ainda maior em seus custos de produção. Dois encargos setoriais poderão elevar a conta de luz da indústria em até 53% a partir de março, segundo reportagem do Estadão. Além do custo da energia, no Sudeste, por exemplo, cada empresa terá de arcar com mais R$ 79 por MWh. Isso deverá ocorrer para custear as termoelétricas e subsidiar programas sociais.

Para o vice-coordenador regional da Fiep em Ponta Grossa, Gustavo Madalozzo, esse reajuste trará um impacto muito grande para as indústrias. Caso ele fosse aplicado na região, segundo ele, traria um ‘impacto terrível’. “Como as indústrias usam muita energia, traria um impacto muito grande, porque para uma indústria cerâmica, ou que beneficia madeira, e demanda de muita energia, será muito difícil. Aliado a uma retração de mercado e aumento de impostos, ficaria difícil a situação; isso preocupa muito o setor industrial”, avalia, apontando que haveria a possibilidade que empresas fechassem as portas. “Uma empresa que roda com margem pequena não vai conseguir repassar par aos compradores”, completa.

A Fiep divulgará, em março, um estudo com o impacto que a conta elevada de luz pode trazer às indústrias do Estado.

Informações do Jornal da Manhã.

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