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Deputados marcam sessão fora do plenário da Alep

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O presidente da Assembleia Legislativa (Alep), Ademar Traiano (PSDB), anunciou hoje (11) que uma nova sessão ordinária será realizada a partir das 14h30 no quinto andar do prédio. A segurança será garantida pela Polícia Militar e só está permitida a entrada da imprensa.

Segundo informações da Gazeta do Povo, os deputados não poderão votar os projetos do chamado ‘pacotaço’. Isso acontece porque a sessão de ontem (11) foi considerada encerrada, com prejuízo para todos os requerimentos. Dessa forma, a Comissão Geral, aprovada nesta terça-feira e que desencadeou a ocupação da Alep, foi desfeita. O governo deve reapresentar o requerimento para formação da Comissão Geral ainda hoje. São necessárias 24 horas para que o projeto possa ser votado e, portanto, o pacotaço só poderá entrar na pauta novamente nesta quinta-feira.

Com a sessão marcada para fora do plenário da Casa, deputados de oposição anunciaram que pretendem boicotar a apreciação dos requerimentos nesta tarde. Ainda de acordo com a Gazeta do Povo, a oposição pretende levar à Justiça o uso do regime de comissão geral para aprovação dos projetos em toque de caixa.

Durante discurso de sindicalistas e parlamentares de oposição, a luz do plenário acabou. No momento, segundo a Gazeta, o deputado Professor Lemos falava sobre a situação. Uma caixa de som levada pelos manifestantes continua sendo usada para os discursos.

Policiais ouvidos pela reportagem da Gazeta na Alep relatam que estão há cerca de 24 horas se alimentando apenas de café e pão. Eles pediram para não serem identificados com medo de represálias.

Acampamento

Cerca de 500 manifestantes passaram a madrugada na Alep. Com apenas dois banheiros liberados para uso e o ar condicionado desligado, o calor era intenso, segundo relatos de professores nas redes sociais. A alimentação foi providenciada por representantes da APP-Sindicato e centenas de manifestantes permanecem do lado de fora da Casa.

Reapropriação

A Procuradoria Geral do Estado do Paraná conseguiu na madrugada desta quarta-feira (11) um mandado de reintegração de posse para que os manifestantes desocupem o prédio da Assembleia Legislativa. Segundo a assessoria da Alep, o oficial de Justiça estava desde às 3h30 no prédio tentando localizar o líder do movimento, Hermes Silva Leão, presidente da APP Sindicato) para comunicar a decisão judicial e exigir a desocupação imediata.

O representante sindical foi localizado durante a manhã e se recusou a receber o mandado. Ele afirmou que o departamento jurídico da APP-Sindicato vai analisar o documento e avaliar quais as medidas que devem ser tomadas. Assinado pelo juiz de Direito Substituto, Paulo Guilherme Mazini, a decisão judicial estabelece multa individual para os três líderes da ocupação, Hermes Silva Leão, Cleci Martins e Giovani Vieira.

A Polícia Militar informou, por meio do major Alex Breunig em entrevista à Gazeta do Povo, que a ocupação foi tranquila e que PM não foi informada sobre a reintegração. Ele disse ainda que a PM está na Alep para preservar a identidade dos manifestantes e que a orientação é não usar força contra o professor.

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