Clientes 'vips' recebiam cocaína junto com sanduíche

Clientes vips da franquia Waldo X-Picanha Prime, que fica no Centro de Curitiba, recebiam drogas em casa, juntamente com o pedido do lanche, por meio do disk-entrega. Os clientes ligavam pedindo sanduíches, refrigerantes, sobremesas e também porções extras de cocaína.
Em uma operação, intitulada “Salgueiro”, a polícia prendeu na noite desta quarta-feira (24) o dono dessa franquia, que fica nas esquinas das Ruas Alameda Cabral e Alameda Princesa Izabel. César Batista Kokurutza também é dono da casa noturna Purple Hills. Ele acusado de comandar um esquema de tráfico de drogas de dentro da franquia de lanches.
De acordo com a polícia, Kokurutza foi preso dentro da franquia no Centro de Curitiba por policiais da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc). A investigação durou sete meses e começou com a prisão de três pessoas, no Bar Opção, localizado na rua Saldanha Marinho, também na região central da capital. Em maio desse ano, os policias civis do Denarc prenderam Kalleu, 26 anos, Hidalto, 33 anos, e Jacó, 44 anos, dono, gerente e funcionário do bar, respectivamente.
Dias depois os policiais chegaram até dois fornecedores da droga vendida no Bar Opção, que também foram presos. A partir da prisão do trio, os policiais chegaram até um dos ex-sócios do local, que era Kokurutza. Ele tinha vendido sua parte do Bar Opção duas semanas antes da prisão dos três acusados.
Os policiais, então, descobriram que Kokurutza pegou sua parte do dinheiro e começou a gerenciar o Waldo X-Picanha Prime, e logo após a casa noturna Purple Hills. Por meio do empresário, os policiais chegaram até Marcelo Lopes dos Santos, atual dono do Bar Matoso, também no Centro de Curitiba, que antes de abrir o seu comércio traficava com Kokurutza e com os três homens que foram presos no Bar Opção. Marcelo ficou sabendo da prisão do trio, fugiu e abriu outro bar, onde também traficava no Centro da cidade.
Além disso foram presos na noite desta quarta-feira, Pedro Aleixo Carneiro, que morava com Kokurutza, e também Marlon Lapola, fornecedor da droga. No total dos sete meses de investigação do tráfico de cocaína nos bares da região Central de Curitiba já foram presas 10 pessoas.
A Polícia Civil do Paraná deve se pronunciar sobre o caso nas próximas horas.
Informações da Rádio Banda B





















