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Professora esfaqueada por aluno relata drama na sala de aula

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Gabriel Sartini

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A professora de inglês Ana Paula Marino César, de 37 anos, esfaqueada por um aluno de 14 anos dentro da sala de aula na última quinta-feira (4), falou pela primeira vez à imprensa sobre o caso. Ela concedeu entrevista na tarde desta segunda (8) e relatou o drama vivido dentro da Escola Municipal Ivanete Martins, em Piraquara, região metropolitana de Curitiba, onde levou 16 facadas e correu risco de morrer.

De acordo com o portal Banda B, a mulher contou que já tinha explicado todo o conteúdo para os alunos quando foi atacada pelo adolescente. “Estava tudo normal, os estudantes estavam tranquilos, não havia nada de errado. Quase no final da aula, eu sentei na mesa ao lado da parede. Foi quando ele veio perto de mim. A única coisa que eu lembro é dele vindo na minha direção”, disse.

Ana Paula levou facadas na mão, no braço, antebraço, peito, cabeça e no pulmão. Para ela, o motivo do crime não está ligado a nenhum fato isolado com o adolescente que a golpeou, mas sim a uma reunião com todos os professores e pedagogos, que teria convocado determinados pais para irem até a escola. “Não foi algo comigo especificamente, eu só vejo essa violência como resultado de uma série de fatores, porque eu nunca fui ameaçada. Disseram que eu sou rígida. Bom, se querer resultados dos alunos e exigir que eles guardem o celular para prestar atenção é ser rígida, eu sou”, declarou.

Ana Paula ressalta, ainda, que a violência que enfrentou não foi um fato isolado, como a nota da Secretaria Estadual da Educação afirmou na ocasião. “Eu não sei o que tanto querem esconder, para quê minimizar a dor que eu estou sentindo”. De acordo com ela, professores do país inteiro vivem casos como o dela diariamente. “A situação de uma professora que levou uma pedrada na cabeça ou uma ‘carteirada’ é menos importante do que o meu porque eu recebi 16 facadas? É violência do mesmo jeito. A educação está doente e ninguém liga, ninguém dá apoio nenhum. Nós estamos em uma profissão de risco e eu não quero que esses casos caiam no esquecimento e não sejam resolvidos”, concluiu.

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