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Abdelmassih poderá terminar seus dias de vida na prisão

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Ana Paula Santos

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A pena que o ex-médico cumpre desde a última quarta-feira (20), "equivale à prisão perpétua", aponta o advogado criminalista Sergei Cobra Arbex. Caso a Justiça não conceda benefícios ao ex médico Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de prisão por 48 estupros denunciados por 37 pacientes, ele terá de cumprir 30 anos de detenção que é o período máximo permitido pela legislação brasileira.

Como o ex-médico completa 71 anos no próximo dia 3 de outubro, ele vai ter 100 anos quando poderá deixar a prisão.

No período a cumprir na prisão, já estão inclusos os quatro meses em que ele ficou preso em 2009, no 40º Distrito Policial, de Vila Santa Maria, em São Paulo.  Sendo assim, o ex-médico Abdelmassih permanecerá recluso por mais 29 anos e oito meses.

Relembre o caso

Responsável pelo nascimento de mais de 7 mil crianças por reprodução assistida muitas delas de casais famosos, o ex-médico Roger Abdelmassih era um dos pioneiros em fertilização in vitro mais reconhecidos do país. Em sua clínica em São Paulo o especialista cobrava uma média de 30 mil reais por três tentativas de inseminação artificial. Segundo depoimentos de várias pacientes, era no momento do procedimento de fertilização que Abdelmassih cometia os abusos sexuais enquanto as vítimas estavam sedadas.

As denúncias contra o ex-médico começaram a aparecer em 2008, após Cristiane da Silva Oliveira, ex-funcionária da clínica, relatar ao Ministério Público que o médico teria tentado beijá-la à força. Desde então, policiais civis e promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) passaram investigar o caso.

Em junho de 2009, ele foi indiciado por estupro e atentado violento ao pudor. Entretanto, em agosto de 2009 houve a alteração no Código Penal, que passou a considerar como crime de estupro a ação de constranger alguém por meio de ameaça ou violência a ter ato sexual ou permitir atos libidinosos. Com isso, todos os atos do médico foram enquadrados como estupro.

Informações site Uol

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