MP denuncia dois suspeitos da morte de cinegrafista

A promotora da 8ª Promotoria de Investigação Penal do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Vera Regina de Almeida, encaminhou hoje (17) para a Justiça do Rio a denúncia contra o agente de serviços gerais Caio Silva de Souza e o tatuador Fábio Raposo por crimes de explosão e homicídio doloso triplamente qualificado [praticado por motivo torpe] com impossibilidade de defesa da vítima e com emprego de explosivo.
Caio e Fábio são suspeitos de terem acendido e jogado o rojão que provocou a morte do cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Ilídio Andrade durante uma manifestação no centro do Rio, em protesto aos reajustes de tarifas de ônibus.
De acordo com o Ministério Público, a denúncia aponta que Fábio e Caio caminharam lado a lado, com camisas enroladas na cabeça, até próximo ao local onde o rojão foi acionado e Fábio ainda usava uma máscara à prova de gás. “Fábio, então, entregou o artefato para Caio e se posicionou de forma a poder observar o resultado de sua ação criminosa. Caio colocou o rojão em um canteiro e o acionou, afastando-se correndo do local”, indica a denúncia.
O documento descreve também a divisão de tarefas entre os dois. “Com Fábio entregando para Caio o rojão com a finalidade, previamente por ambos acordada, de direcioná-lo ao local onde estava a multidão e os policiais militares e, assim, causar um grande tumulto no local, não se importando se, em decorrência dessa ação, pessoas pudessem vir a se ferir gravemente, ou mesmo morrer, como efetivamente ocorreu”, incluiu a promotora na denúncia.
Atualmente os dois estão em sistema de prisão temporária de 30 dias. Caio está detido na Cadeia Pública José Frederico Marques e Fábio na Penitenciária Bandeira Stampa, ambas no Complexo de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio.
Informações da Agência Brasil.





















