Portos do Paraná promovem capacitação para reforçar segurança portuária
Fórum reúne 36 profissionais de segurança que atuam nos portos do Paraná, São Paulo e Santa Catarina

Com o objetivo de aprimorar a segurança e ampliar a eficiência no combate ao tráfico internacional de drogas, a Portos do Paraná realiza nesta semana o Fórum de Capacitação em Segurança Portuária. Desenvolvido por meio da Unidade Administrativa de Segurança Portuária (UASP), também conhecida como Guarda Portuária.
O evento é realizado em parceria com a DBK9 Detection Brazil e reúne 36 participantes entre guardas e agentes de segurança portuária que atuam nos portos de Paranaguá e Antonina (Paraná), São Francisco do Sul (SC) e Santos (SP). Também está presente no Fórum um membro do Conselho Integrado de Segurança e Inteligência Empresarial (CISIE).
O ciclo de qualificação teve início na segunda-feira (31 de agosto) e segue até esta quarta-feira (2 de setembro), totalizando 24 horas de capacitação. A programação contempla palestras, workshops e práticas operacionais, com exercícios simulados voltados à realidade dos portos brasileiros, com a intenção de fortalecer as capacidades técnicas, operacionais e comportamentais dos profissionais de segurança portuária.
O major Cesar Kamakawa, gerente da Unidade Administrativa de Segurança Portuária da Portos do Paraná, avalia que o Fórum é importante porque, além de fortalecer os conhecimentos técnicos e orientar sobre como agir em situações adversas, permite a integração entre as forças de segurança e a troca de experiências.
“Essa proximidade permite que as práticas aplicadas em Paranaguá e Antonina possam servir, de alguma forma, para os portos de Santos e de São Francisco do Sul, assim como essa interação traz uma bagagem de conhecimento maior para os integrantes dos portos paranaenses”, destaca Kamakawa.
O diretor da DBK9, Felipe Kanitz Braga, reforça a necessidade do coletivismo para a atuação conjunta das forças de segurança e detalha que o Fórum traz orientações para a melhor atuação operacional dos agentes e guardas. Todo o conteúdo foi transmitido por profissionais atuantes e altamente qualificados.
“Os instrutores têm grande carreira, principalmente vinculada à segurança pública. A Guarda Portuária é um órgão de segurança e atua na ponta, principalmente no tráfico internacional. Então toda essa expertise é trazida para que eles adequem esse conhecimento ao ambiente portuário e melhor atendam à sociedade”, destaca.
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Ações de inteligência e atuação conjunta fortalecem a segurança portuária
Entre as experiências que poderão ser levadas e adotadas pelas forças de segurança de outros estados está o trabalho conjunto de repressão às ações ilícitas. Com o uso de inteligência e a adoção de estratégias, desde 2019 houve uma redução nas apreensões de drogas, resultando em uma baixa de 87% nos portos paranaenses.
“Não precisamos partir para o confronto armado direto porque temos outras formas de combater o crime organizado. Agimos por meio de ações de governança, reduzindo as lacunas de que os oportunistas poderiam se aproveitar; então nossas tarefas hoje priorizam estrangular essas janelas de oportunidades”, detalhou o major Cesar Kamakawa, que palestrou na abertura do evento.
Também explanaram na aula inaugural o representante da Polícia Federal, Alessandro de Barros Vivone, que é o chefe do Núcleo Especial de Polícia Marítima (Nepom), e Gerson Zanetti Faucz, delegado da Receita Federal em Paranaguá.
Para Vivone, a qualificação profissional, a integração organizada entre as forças de segurança e os investimentos em tecnologia são alguns dos fatores que contribuíram para os resultados observados nos portos paranaenses.
“Essa integração é fundamental à segurança portuária, atendendo às demandas do ISPS Code (Código Internacional para Segurança de Navios e Instalações Portuárias). Paranaguá tem evoluído muito na questão da segurança, seja por meio de tecnologias ou até de preparação — como está sendo feito agora com a unidade de segurança”, diz o líder do Nepom.
O delegado da Receita Federal observou que a contínua capacitação dos agentes e guardas portuários é necessária para a constante atualização, especialmente para acompanhar o modus operandi dos criminosos.
“Como o crime está evoluindo, buscando outras formas de atuar, é sempre importante todos estarem atualizados e atuantes, juntos, em um trabalho conjunto da Receita Federal, Polícia Federal, segurança privada e segurança pública no pátio da Guarda Portuária. É preciso uma troca de informações rápida, porque o crime está cada vez mais organizado e arrumando estratégias para atuar”, pontua Gerson.
Conteúdos e temáticas
A programação do Fórum contempla atividades de cooperação entre equipes, workshops sobre cadeia de custódia, apreensão de drogas, condução de pessoas, técnicas de abordagem a pessoas, veículos e edificações, atendimento pré-hospitalar tático, exercícios aplicados e estudos de caso. Os conteúdos foram expostos de maneira interativa, com bate-papos e dinâmicas de grupo.
Neste último dia, os participantes vivenciam simulados com tudo o que aprenderam, por meio de experiências cooperativas, para aplicar, na prática e em cenários operacionais, o conhecimento absorvido. A qualificação encerra-se com a realização de um debriefing técnico e avaliação final, com a entrega de certificados aos participantes.
Com informações da Assessoria de Imprensa.
Confira o resumo da notícia:
Objetivo e Integração do Evento: Organizado pela Portos do Paraná e pela DBK9, o Fórum de Capacitação em Segurança Portuária reúne 36 agentes dos portos de Paranaguá, Antonina, São Francisco do Sul e Santos para reforçar a cooperação, a troca de experiências e o combate ao tráfico internacional de drogas.
Capacitação Prática e Conteúdo: Realizado entre 31 de agosto e 2 de setembro com 24 horas de duração, o ciclo abrange palestras, workshops, atendimento tático, técnicas de abordagem e simulados operacionais para aperfeiçoar as habilidades técnicas e comportamentais das equipes.
Inteligência e Resultados: A abordagem focada em governança, inteligência e atuação conjunta entre Guarda Portuária, Polícia Federal e Receita Federal garantiu uma redução de 87% nas apreensões de drogas nos portos paranaenses desde 2019, eliminando vulnerabilidades sem a necessidade de confronto direto.


























