Alta na conta de energia faz empresas buscarem alternativas para reduzir custos | aRede
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Alta na conta de energia faz empresas buscarem alternativas para reduzir custos

Em entrevista ao Portal aRede, CEO da Glow Energia explica como a geração própria pode diminuir despesas e trazer mais previsibilidade para consumidores

Fundador e CEO da Glow Energia, Thales Miqueias dos Santos
Fundador e CEO da Glow Energia, Thales Miqueias dos Santos -

Lucas Veloso

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O aumento das tarifas de energia elétrica tem pesado no orçamento de consumidores, empresas e produtores rurais de Ponta Grossa e região. Diante desse cenário, alternativas para reduzir os custos e garantir maior previsibilidade financeira ganham espaço. Em entrevista ao Portal aRede, o fundador e CEO da Glow Energia, Thales Miqueias dos Santos, explicou como a geração própria de energia pode ser uma opção para diferentes perfis de consumidores.

Thales recomenda que o primeiro passo seja comparar a conta de energia atual com as faturas dos últimos meses. Segundo ele, o impacto dos reajustes pode ser percebido diretamente no bolso. “Para quem está acompanhando aí de casa, do trabalho, para quem é produtor rural, dono de uma indústria, de um supermercado, eu vou fazer um convite, fazer um desafio: pega a tua conta de energia mais recente e compara com uma conta de dois ou três meses atrás que você vai ver o impacto que teve”, afirma.

De acordo com o empresário, consumidores residenciais e comerciais de baixa tensão tiveram uma revisão tarifária da Copel de aproximadamente 19%, enquanto os consumidores de média e alta tensão enfrentaram um reajuste próximo de 25%. “Isso vai gerar um custo muito maior. Eu tenho certeza que a receita, as vendas das empresas, elas não aumentam em um percentual tão grande, em um intervalo tão curto de tempo”, destaca.

Energia solar como alternativa

Entre as soluções apresentadas pela Glow Energia está a instalação de sistemas fotovoltaicos. A proposta consiste em dimensionar o sistema de acordo com o consumo do cliente para que a energia produzida possa ser compensada na conta. “Você tem um consumo e nós fazemos um projeto de um sistema que vai produzir a energia para atender o seu consumo. Quando você passa a gerar a própria energia, nós submetemos um projeto perante a concessionária, que ela vai aprovar, e você vai passar a compensar a sua conta de energia com a própria energia que você gera”, explica Thales.

O empresário cita como exemplo o Lar das Vovozinhas, em Ponta Grossa. Segundo ele, a entidade gastava cerca de R$ 4 mil por mês em energia quando instalou o sistema solar, em 2021. Atualmente, o custo estaria entre R$ 500 e R$ 600. “Caso eles não tivessem feito a instalação desse sistema, de lá até hoje nós tivemos já um reajuste acumulado na ordem de 35% a 40%. O consumo deles já estaria batendo R$ 6 mil. E sabe quanto eles pagam hoje? Em torno de R$ 500 a R$ 600”, relata.

Para Thales, esse tipo de investimento funciona também como uma proteção diante de novos aumentos. “Se você tem 20%, 25%, 30% de aumento, mas você está produzindo a própria energia, você já fica blindado. Então esse é o principal apelo da solar”, afirma.

Segundo o CEO, o investimento pode apresentar retorno entre dois anos e meio e três anos e meio, dependendo do perfil do consumidor. A Glow afirma contar com uma equipe especializada em engenharia, projetos e execução dos sistemas. A empresa também informa ter mais de mil clientes na área de energia solar.

Economia também para o agronegócio

A geração própria também pode ser uma alternativa para propriedades rurais e empresas que possuem alto consumo. Thales apresenta o caso de um cliente de Carambeí ligado ao agronegócio, proprietário de uma granja de suínos. “Ele tinha um custo aproximadamente de R$ 4 mil. O consumo mensal dele era de 10 mil quilowatt-hora e nós dimensionamos o sistema para atender 100% desse consumo”, explica.

Na época, após a instalação, a conta caiu para aproximadamente R$ 100 a R$ 120. Sem o investimento, segundo Thales, os reajustes acumulados e a perda de benefícios poderiam fazer com que o cliente chegasse atualmente a uma conta de aproximadamente R$ 10 mil a R$ 11 mil por mês. “Produzindo a própria energia, ele não precisa necessariamente comprar, vamos dizer assim, a energia diretamente”, afirma.

Financiamento pode facilitar investimento

Para empresas e produtores que não pretendem realizar o investimento à vista, a Glow também trabalha com alternativas de financiamento. Thales explica que determinados equipamentos nacionais podem ser enquadrados em linhas de crédito voltadas ao agronegócio. “Nós temos hoje o Inovagro, o Pronamp, nós temos também o Pronaf. São todas as linhas de crédito rural que eles conseguem absorver o investimento em painéis solares e pagar um juro muito barato”, explica.

Segundo ele, dependendo da linha e do perfil do cliente, os financiamentos podem ter prazos de oito a 12 anos, com carência que pode chegar a dois anos. “Quando ela começa a pagar a primeira parcela, a parcela é mais barata do que o valor que ela estaria pagando na energia. Então nós temos diversas opções de financiamento para produtor rural, para empresas”, destaca.

Como saber se o investimento vale a pena?

Uma das principais dúvidas de quem avalia instalar energia solar é saber se o investimento realmente compensa. Para Thales, o próprio valor pago atualmente na conta pode servir como ponto de partida para uma análise. “Você pega a sua conta de energia, pega a sua última conta de luz e vê o valor que veio nela. Então, por exemplo, eu vi que deu R$ 3 mil. Então, faz uma conta: o que você pagaria nessa conta de energia nos próximos três anos?”, orienta.

Ele afirma que, em 95% dos casos analisados pela empresa, o valor gasto com energia ao longo de três anos supera o investimento necessário para a instalação do sistema. “Se o teu custo de energia já está a partir de R$ 500 a R$ 600, não perca tempo. Você pode fazer um estudo”, aconselha.

Além da economia, o empresário aponta outros benefícios para empresas, como a formação de um ativo após a quitação do equipamento e o caráter sustentável da geração de energia. “Quando acaba o financiamento, esse equipamento vira um ativo para a tua empresa. Você consegue fazer um investimento para reduzir a tua carga tributária também e, para empresas de grande porte, você consegue ter um apelo ambiental no qual você vai produzir energia limpa, renovável”, afirma.

Glow oferece avaliação personalizada

Para quem deseja avaliar a possibilidade de investir em energia solar, Thales recomenda começar pela conta de energia mais recente e procurar a empresa para uma análise individual. “O primeiro passo é entrar em contato com a nossa empresa, pega a tua conta de energia mais recente, veja qual é o valor que você paga”, explica.

A partir dos dados de consumo, a equipe da Glow desenvolve o projeto e acompanha as etapas de implantação. “Nós vamos fazer um projeto com equipamentos de excelente qualidade e vamos prestar auxílio em todas as etapas até a conclusão do sistema”, destaca.

A empresa também possui equipe dedicada à assistência técnica e ao pós-venda. Os interessados podem procurar a Glow Energia pelo site Glow Energia ou pelo WhatsApp (42) 3325-6829.

VÍDEO
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Confira a live completa no Portal aRede | Autor: aRede.info

Confira um resumo da notícia:

Alta na energia aumenta a busca por alternativas: reajustes de cerca de 19% para consumidores de baixa tensão e 25% para média e alta tensão reforçam a procura por geração própria.

Energia solar pode reduzir significativamente os custos: Thales cita casos de clientes que reduziram contas de milhares de reais para poucas centenas após a instalação de sistemas fotovoltaicos, além de ganhar mais previsibilidade diante de novos reajustes.

Financiamento amplia o acesso à tecnologia: a Glow Energia oferece projetos personalizados e opções de financiamento, inclusive para produtores rurais, com linhas como Inovagro, Pronamp e Pronaf, além de acompanhamento técnico e pós-venda.

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