Pai que chutou filha já era investigado por agredir enteado com madeira
Segundo a Promotoria, testemunhas ouvidas durante a investigação afirmaram que o homem tentou "corrigir" a criança utilizando força física

O homem, de 32 anos, indiciado por chutar o rosto da própria filha, em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná, negou à polícia ter um histórico de violência contra crianças. No entanto, durante o depoimento, ele também foi confrontado sobre uma investigação anterior em que é acusado de agredir o enteado, então com 5 anos, inclusive com um pedaço de madeira.
Ao responder aos questionamentos, o investigado negou ter usado força física contra o menino e afirmou que os ferimentos teriam sido provocados por uma queda.
A Promotoria, porém, aponta que testemunhas relataram uma versão diferente e que fotografias das lesões foram anexadas ao processo para a realização de perícia.
Durante o depoimento prestado às autoridades, o homem foi questionado se já havia utilizado força física para “corrigir” outra criança. A pergunta faz referência a uma investigação anterior envolvendo o enteado, de 5 anos.
Ao negar as acusações, ele afirmou que o menino se machucou após cair de um sofá.
“Não, isso foi na verdade porque ele tinha caído do sofá. E eu tinha pedido pra ele parar porque estava machucando um gatinho que a gente tem. E ele voltou a correr, ele tem o hábito de correr e se jogar no chão. E esse dia ele pulou do sofá e bateu na mesa. Eu tinha pedido pra ele parar de enforcar o gato, que não precisava disso”, declarou o homem em depoimento.
Segundo a Promotoria, testemunhas ouvidas durante a investigação afirmaram que o homem tentou “corrigir” a criança utilizando força física.
Os relatos indicam que ele teria desferido golpes na região das nádegas, mas acabou atingindo também os ossos das costas e das pernas do menino.
Ao ser questionado sobre essa versão, o investigado voltou a negar que tivesse a intenção de machucar a criança.
“Na verdade não foi essa intenção. Eu só pedi pra ele parar de fazer o que ele tava fazendo e era o momento dele colocar roupa para ir na escola”, afirmou o homem.
De acordo com as investigações, o menino também teria sido atingido no rosto com um pedaço de madeira. Fotografias das lesões foram recolhidas pelas autoridades e encaminhadas para a elaboração de laudo pericial.
Investigação ganhou repercussão após vídeo de pai chutando filha
O histórico voltou ao centro das investigações após a Polícia Civil do Paraná (PCPR) indiciar, nesta segunda-feira (13), o homem flagrado chutando o rosto da própria filha em via pública, em Francisco Beltrão.
Em depoimento à Polícia Militar, ele admitiu que perdeu o controle, mas alegou que nunca teve a intenção de machucar a criança.
“Tava retornando do mercado, levei elas pra comprar umas coisas pra elas comerem. Na hora de voltar ela estava berrando na rua, e eu tinha pedido pra ela parar de ficar berrando. Perdi o controle, fui ver depois o vídeo. Eu nem sabia que tinha esse vídeo.”
Na sequência, o investigado afirmou que a filha costuma gritar com frequência e tentou justificar a agressão.
“Uma outra senhora perguntou porque ela tava assim e eu tinha explicado que isso era normal dela, de ficar berrando assim e eu perdi a cabeça. Acabei fazendo o que não deveria ter feito, não era intencional, jamais iria machucar minha filha.”
Com o indiciamento, a Polícia Civil concluiu a investigação sobre a agressão registrada em vídeo. Já o episódio envolvendo o enteado integra o histórico analisado pelas autoridades e também foi citado durante o interrogatório do suspeito.
Com informações da Banda B, parceira do Portal aRede.





















