Esquema bilionário de R$ 7,6 bilhões é alvo de operação da PF no Rio
Grupo criminoso investigado teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões, de acordo com o relatório do Coaf

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), uma operação para desarticular um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro envolvendo uma rede de postos de combustíveis no estado do Rio de Janeiro. Entre os principais alvos da ação estão o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, e o delegado Marcus Amim.
Conforme a CNN, Canella é presidente do União Brasil no Rio de Janeiro e pré-candidato ao Senado Federal. Já Marcus Amim ocupou o cargo de secretário da Polícia Civil do estado.
Segundo as investigações, a organização criminosa teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. O valor foi identificado em um Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), encaminhado à Polícia Federal.
A ação desta terça-feira faz parte da sexta fase da Operação Unha e Carne, que já resultou na prisão de outros investigados em etapas anteriores, entre eles os políticos Rodrigo Bacellar, TH Joias, Thiago Rangel e o pastor Márcio Poncio.
De acordo com a PF, o grupo utilizava uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio como estrutura para ocultar e movimentar recursos de origem ilícita, com a suposta participação de agentes públicos.
Ao todo, os policiais cumprem 19 mandados de busca e apreensão nas cidades de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense. Também foram determinadas medidas de sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas aos investigados.
Os envolvidos poderão responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro e contratação direta ilegal, além de outros crimes que venham a ser identificados ao longo das investigações.
A operação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para combater organizações criminosas que atuam no estado do Rio de Janeiro, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na ADPF 635, conhecida como "ADPF das Favelas".





















