Operação mira esquema que cobrava até R$ 80 mil para colocar celulares em presídios
Monitores de ressocialização prisional estão entre alvos da operação; investigação começou após apreensão de celular em um presídio

Uma quadrilha suspeita de integrar um esquema milionário de inserção de celulares e drogas dentro de presídios do Paraná foi alvo de uma operação deflagrada na manhã desta quarta-feira (20) pelas polícias Civil e Penal.
A ação ocorreu simultaneamente em Curitiba, São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande e Piraquara, na Região Metropolitana, além de Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina.
Ao todo, os policiais cumprem 30 ordens judiciais contra os investigados, que não tiveram as identidades reveladas. Entre as medidas estão nove mandados de prisão preventiva, nove mandados de busca e apreensão e 12 ordens de sequestro de bens.
Quadrilha cobrava até R$ 80 mil por cada celular em presídio
Segundo as investigações, os suspeitos cobravam valores altíssimos para inserir celulares dentro das unidades prisionais. Cada aparelho custava, em média, R$ 40 mil, mas a polícia identificou ao menos um caso em que R$ 80 mil teriam sido pagos por um único celular.
Os investigados podem responder por corrupção passiva, corrupção ativa, inserção de aparelho celular em estabelecimento prisional e tráfico de drogas. Entre os alvos da operação estão monitores de ressocialização prisional, além de pessoas privadas de liberdade.
A investigação começou após a Polícia Penal localizar e apreender um celular dentro de uma unidade prisional no fim de 2024. A partir disso, a Polícia Civil identificou movimentações financeiras consideradas incompatíveis e um suposto esquema de lavagem de dinheiro para ocultar a origem ilícita dos valores. As informações são da Banda B.
“Além do controle diário das unidades, promovemos regularmente inspeções a fim de barrar a entrada de ilícitos. O enfrentamento às comunicações proibidas é fundamental para a ordem no sistema prisional”, afirma o chefe da Divisão de Operações de Segurança da Polícia Penal do Paraná, Sidnei de Souza Geraldino.
O delegado da Polícia Civil Thiago Andrade afirmou que parte dos investigados já tem histórico criminal e continuou atuando mesmo após a prisão.
“Ao contrário, adaptaram e sofisticaram suas condutas valendo-se do apoio de agentes privados que exercem funções públicas, para promover a entrada de drogas e aparelhos celulares para o interior do estabelecimento prisional”, disse o delegado.
Leia o resumo da notícia
- As polícias Civil e Penal do Paraná realizaram uma operação contra uma quadrilha suspeita de levar celulares e drogas para presídios, com ações em cidades do Paraná e em Balneário Camboriú (SC). Foram cumpridos 30 mandados judiciais, incluindo prisões e bloqueio de bens.
- Segundo as investigações, os criminosos cobravam cerca de R$ 40 mil por celular inserido em presídios, chegando a R$ 80 mil em um dos casos identificados.
- A investigação começou após a apreensão de um celular em uma prisão no fim de 2024 e revelou indícios de corrupção, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro envolvendo presos e agentes ligados ao sistema prisional.





















