EUA estimam que guerra contra o Irã custou mais de US$ 11 bi em seis dias
Segundo fonte familiarizada com o assunto, o valor foi divulgado durante uma reunião fechada com senadores na terça-feira (10)

Autoridades do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, estimaram, durante uma reunião com o Congresso nesta semana, que os primeiros seis dias da guerra contra o Irã custaram aos Estados Unidos pelo menos US$ 11,3 bilhões, segundo uma fonte familiarizada com o assunto, nesta quarta-feira (11).
Esse valor, divulgado em uma reunião fechada com senadores na terça-feira (10), não inclui o custo total da guerra, mas foi apresentado aos parlamentares, que têm pressionado por mais informações sobre o conflito.
Diversos assessores do Congresso afirmaram esperar que a Casa Branca em breve apresente um pedido ao Congresso por verbas adicionais para a guerra. Algumas autoridades disseram que o pedido poderia ser de US$ 50 bilhões, enquanto outros afirmaram que essa estimativa parece baixa.
O governo não divulgou uma avaliação pública do custo do conflito nem uma previsão clara de sua duração.
Trump disse, durante discurso realizado no estado americano do Kentucky, nesta quarta-feira, que "nós vencemos" a guerra, mas que os Estados Unidos permanecerão na luta para terminar o trabalho.
O valor de US$ 11,3 bilhões foi divulgado inicialmente na quarta-feira pelo jornal americano The New York Times.
A campanha contra o Irã começou em 28 de fevereiro com ataques aéreos dos EUA e de Israel e já matou cerca de 2 mil pessoas, a maioria iranianos e libaneses, à medida que o conflito se espalhou para o Líbano e mergulhou os mercados globais de energia e transporte no caos.
Autoridades do governo também informaram aos legisladores que US$ 5,6 bilhões em munições foram usados durante os dois primeiros dias de ataques.
Membros do Congresso, que podem em breve ter que aprovar financiamento adicional para a guerra, expressaram preocupação com o fato de o conflito esgotar os estoques militares dos EUA em um momento em que a indústria de defesa já estava com dificuldades para atender à demanda.
Trump se reuniu com executivos de sete empresas contratadas pela defesa na semana passada, enquanto o Pentágono trabalhava para reabastecer os estoques.
Parlamentares democratas exigiram depoimentos públicos sob juramento de autoridades do governo sobre os planos do presidente republicano para a guerra, incluindo sua possível duração e quais são seus planos para o Irã após o fim dos combates.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam terem destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvos do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.
Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.
Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, classificando como um "grande erro". Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria "inaceatável" para a liderança do Irã.
Com informações da CNN Brasil





















