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Cão Orelha: perícia não encontra fraturas e causa da morte é inconclusiva

Análise foi feita após a exumação do corpo e incluiu também a avaliação de imagens de câmeras de segurança registradas no dia do desaparecimento do animal

Animal comunitário morreu por maus-tratos, na Praia Brava, em Florianópolis (SC)
Animal comunitário morreu por maus-tratos, na Praia Brava, em Florianópolis (SC) -

Publicado por Iolanda Lima

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Os laudos periciais da Polícia Científica de Santa Catarina não identificaram fraturas nos ossos do cão comunitário Orelha e concluíram que a causa da morte não pode ser determinada.

A análise foi feita após a exumação do corpo e incluiu também a avaliação de imagens de câmeras de segurança registradas no dia do desaparecimento do animal, na Praia Brava, em Florianópolis.

No exame necroscópico, realizado após a exumação, os peritos informaram que o corpo estava em avançado estado de putrefação e esqueletização, o que impossibilitou a análise de tecidos moles e órgãos internos. Por isso, a perícia concentrou-se na avaliação óssea. Nenhuma fratura foi encontrada, inclusive no crânio.

"Todos os ossos do animal foram minuciosamente examinados visualmente, não tendo sido constatada qualquer fratura ou lesão que pudesse ter sido causada por ação humana", diz o documento.

Apesar disso, o laudo ressalta que a ausência de fraturas não descarta a possibilidade de traumatismo cranioencefálico.

Boato descartado

A perícia também afastou o boato de que um prego teria sido cravado na cabeça do animal. De acordo com o documento, esse tipo de lesão deixaria uma fratura circular no crânio, o que não foi constatado.

"Sobre a possibilidade de ter sido cravado um prego na cabeça do animal, não foi constatado qualquer vestígio que sustente tal hipótese".

O exame identificou ainda patologias crônicas compatíveis com a idade do cão, como espondilose na coluna, degenerações articulares nos joelhos e osteomielite crônica no maxilar esquerdo. Segundo o laudo, essas condições não têm relação com possíveis traumas recentes.

"Não há dúvida de que os menores são inocentes", diz Rodrigo Duarte, advogado de defesa.

Análise de imagens

O laudo de análise de imagens examinou sete vídeos gravados na madrugada e na manhã de 4 de janeiro de 2026 por câmeras de rua e de condomínios da região.

Durante o período analisado, os peritos não identificaram alterações significativas na forma de locomoção do cão, nem indícios aparentes de comprometimento motor.

Relembre: Defesa de adolescente contesta crime com vídeo do cão Orelha andando

As imagens mostram o animal deitado na área de acesso de um condomínio por cerca de 63 minutos, entre 6h36 e 7h39, enquanto ao menos 13 pessoas passaram pelo local sem interação relevante. O cão deixou o local caminhando normalmente.

Também não foram encontrados indícios claros de adulteração maliciosa nos vídeos.

Investigação

O caso segue sob investigação. A exumação foi solicitada pelo Ministério Público de Santa Catarina, além da realização de diligências complementares para aprofundar a apuração sobre a morte do animal.

Tanto a Polícia Civil de Santa Catarina quanto o Ministério Público não se manifestaram a respeito do resultado das análises. O caso tramita sob sigilo.

O caso envolve adolescentes como principais suspeitos da agressão fatal, o que submete o processo às regras do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). A Polícia Civil solicitou à Justiça a internação de um dos jovens, medida equivalente à prisão no sistema adulto.

Com informações da CNN Brasil 

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