Polícia apura morte do cão comunitário Orelha por maus-tratos em praia de SC | aRede
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Polícia apura morte do cão comunitário Orelha por maus-tratos em praia de SC

Investigação cumpre mandados, apura possível coação a testemunha e envolve adolescentes e adultos no caso ocorrido na Praia Brava, em Florianópolis

Cão Orelha, conhecido na região da Praia Brava, em Florianópolis, morto após agressões
Cão Orelha, conhecido na região da Praia Brava, em Florianópolis, morto após agressões -

João Victor

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A Polícia Civil de Santa Catarina investiga, com apoio do Ministério Público do estado, a autoria das agressões que resultaram na morte do cão comunitário “Orelha”, vítima de maus-tratos na Praia Brava, em Florianópolis (SC). Conforme informações da CNN Brasil, na manhã desta segunda-feira (26), a polícia realizou uma operação para cumprir três mandados de busca e apreensão em endereços de suspeitos envolvidos no caso.

As apurações tiveram início após denúncia de que um grupo de adolescentes teria agredido o animal, encontrado ferido e posteriormente submetido à eutanásia, também chamada de morte assistida. Caso a autoria por parte dos adolescentes seja confirmada, o relatório da investigação será encaminhado à Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei, em razão da idade dos envolvidos.

Além da morte de Orelha, a Polícia Civil também apura um segundo episódio de maus-tratos envolvendo um cão caramelo. Segundo as investigações, o animal teria sido levado ao mar no colo por um adolescente, mas conseguiu sair da água.

Operação e investigações

De acordo com a polícia, a ação desta segunda-feira teve como objetivo cumprir três mandados de busca e apreensão relacionados às agressões contra o cão comunitário. Entre as diligências, foram realizadas buscas em endereços ligados a dois adolescentes para localizar equipamentos de tecnologia, como computadores e telefones celulares.

“Até agora, dois adolescentes foram alvo de busca, e outros dois estão nos Estados Unidos para uma viagem que, segundo consta, era pré-programada [...] Há um indicativo de que quatro adolescentes teriam praticado as pressões contra o cão e teriam três adultos que estariam envolvidos na prática de uma coação no curso do processo decorrente da investigação”, afirmou o delegado Ulisses Gabriel.

Suspeita de coação

Em razão das agressões, os agentes também apuram a possível participação de um pai e de um policial civil, suspeitos de terem coagido uma testemunha. Segundo o delegado Ulisses Gabriel, um dos mandados de busca está relacionado a um indivíduo que teria ameaçado uma testemunha ao longo da investigação.

Na ação, a polícia tentou localizar uma possível arma de fogo que teria sido utilizada na suposta ameaça, mas o objeto não foi encontrado.

Comoção e manifestações

A morte de Orelha gerou forte comoção nas redes sociais. Moradores, ONGs e associações cobraram justiça pelo animal, que era cuidado pela comunidade há cerca de dez anos. A Associação dos Moradores da Praia Brava se manifestou afirmando:

“Orelha fazia parte do cotidiano do bairro há muitos anos e era cuidado de forma espontânea por pessoas da comunidade, tornando-se um símbolo simples, porém afetivo, da convivência e da relação de cuidado que muitos mantêm com o espaço e com os animais que ali vivem”.

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), também se pronunciou sobre o caso e afirmou que solicitou os mandados à Justiça poucos dias após o início das investigações. Em nota, declarou:

"Na sexta-feira, 16 de janeiro, tomei conhecimento do caso do cãozinho comunitário Orelha. Determinei ao delegado geral investigação imediata. A nossa polícia civil fez diligências, colheu provas e solicitou à justiça mandados, alguns dias após início da investigação. A juíza responsável se declarou impedida e um outro juiz foi nomeado para decidir sobre os nossos pedidos. Nos próximos dias teremos novidades. As provas já estão no processo e me embrulharam o estômago."

LEIA ABAIXO O RESUMO DA MATÉRIA: 

- Polícia Civil cumpre mandados e investiga adolescentes e adultos pela morte do cão Orelha, conforme o Portal Metrópoles.

- Caso envolve suspeita de coação a testemunha e apuração paralela de outro episódio de maus-tratos contra um cão.

- Morte do animal comunitário gerou comoção, manifestações públicas e posicionamento do governador de SC.

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