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Sócio da Kiss, Elissandro Spohr chora durante depoimento

Elissandro é apontado como o responsável direto pelas decisões administrativas da casa noturna

Juliano Verardi / IMPRENSA TJRS
Juliano Verardi / IMPRENSA TJRS -

Da Redação

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Elissandro é apontado como o responsável direto pelas decisões administrativas da casa noturna.

O proprietário da boate Kiss, foi o primeiro réu a ser ouvido no julgamento em Porto Alegre. Elissandro Spohr, conhecido como Kiko, começou respondendo às perguntas do juiz Orlando Faccini Neto na tarde desta quarta-feira (8), mas o interrogatório precisou ser interrompido 1h30 quando ele começou a passar mal e o desespero tomou conta.

"Eu não quis isso, eu não escolhi isso. Eu não aguento mais. Eu aprendi a chorar em silêncio dentro de uma cadeia. Por que isso foi acontecer na Kiss? Era uma boate boa, todo mundo era amigo. Eu virei um monstro de um dia para o outro. Eu tava lá", falou aos gritos.

Enquanto ele prestava seu depoimento , familiares das 242 vítimas se uniram em uma corrente e passaram a se abraçar. Uns até disseram que era "fingimento" e uma mãe chegou a falar em tom alto "ele matou nossos filhos".

"Querem me prender, me prendam! Tô cansado, cara. Perdi um monte de amigos. Acha que eu ia fazer uma coisa dessas? Não é fingimento, eu não aguento mais", disse Kiko. "Vocês acham que é fácil. Não é fácil. Eu não consegui pedir desculpa", falou para o público.

A sessão precisou ser interrompida para que ele recebesse atendimento. O plenário se esvaziou e muitas pessoas começaram a chorar.

Informações - G1

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