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Desenvolvimento das cidades do Paraná deve envolver preservação e respeito à vida

A conselheira da Causa Animal do Grupo aRede, Érika Zanoni Fagundes Cunha, reflete sobre a atenção dos municípios para crescer com sustentabilidade, proteção da fauna e qualidade de vida

Érika Zanoni Fagundes Cunha é conselheira da Causa Animal no Grupo aRede
Érika Zanoni Fagundes Cunha é conselheira da Causa Animal no Grupo aRede -

Lilian Magalhães

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A conselheira da Causa Animal do Grupo aRede, Érika Zanoni Fagundes Cunha, acredita que o desenvolvimento econômico dos municípios do Paraná precisa caminhar junto com debates voltados à saúde humana, preservação ambiental e respeito aos animais. A reflexão surge diante do crescimento urbano acelerado e da necessidade de ampliar o conceito de desenvolvimento para além da expansão estrutural e econômica das cidades.

Para ela, essa discussão impacta diretamente três pontos: a qualidade de vida da população, considerando os efeitos do afastamento das áreas verdes e da natureza na saúde mental; a preservação ambiental e a proteção da fauna dentro do planejamento urbano; e a construção de políticas públicas mais sustentáveis, integrando profissionais de diferentes áreas na busca por cidades mais equilibradas.

Especialista defende desenvolvimento aliado ao bem-estar animal

Confira abaixo a opinião na íntegra da Érika, que é médica veterinária, especialista em Neurociência Clínica, mestre em Ciências Veterinárias, doutora em Zoologia e pós-doutora em Direito Animal pela Universidade Federal do Paraná (UFPR):

VÍDEO
Assista à opinião da conselheira Érika Zanoni Fagundes Cunha. | Autor: Colaboração/aRede.

"O desenvolvimento econômico é essencial para os municípios. Ele movimenta a economia, gera empregos e impulsiona melhorias estruturais importantes para a população. Porém, talvez esteja na hora de ampliarmos o conceito de desenvolvimento e refletirmos sobre quais impactos esse crescimento também produz na saúde humana, no meio ambiente e na relação da sociedade com os animais.

Atualmente, já existem evidências científicas demonstrando que o afastamento das áreas verdes, da natureza e dos espaços arborizados pode contribuir para o adoecimento psíquico, aumento do estresse e piora da qualidade de vida. Mesmo assim, muitos projetos urbanos ainda priorizam exclusivamente expansão, concreto e crescimento acelerado, sem integrar de forma suficiente estratégias ambientais e de bem-estar coletivo.

Outro ponto que merece atenção é a questão da fauna e da causa animal dentro do planejamento urbano. Pouco se discute sobre corredores ecológicos, prevenção de acidentes envolvendo animais silvestres, preservação ambiental e criação de espaços que promovam equilíbrio entre desenvolvimento humano e biodiversidade.

Talvez seja o momento de incluir de forma mais efetiva profissionais de diferentes áreas nesses debates, como biólogos, médicos-veterinários, ambientalistas e especialistas em comportamento e saúde ambiental, permitindo um planejamento mais integrado e sustentável.

Desenvolver uma cidade não deveria significar apenas expandir sua estrutura física, mas também pensar na qualidade de vida das pessoas, na preservação dos ecossistemas e no respeito aos animais que compartilham esse espaço conosco".

CONSELHO DA COMUNIDADE

Composto por lideranças representativas da sociedade, não ocupantes de cargo eletivo, totalizando 14 membros, a iniciativa tem o objetivo de debater, discutir e opinar sobre pautas e temas de relevância local e regional, que impactam na vida dos cidadãos, levantados semanalmente pelo Portal aRede e pelo Jornal da Manhã, com a divulgação em formato de vídeo e/ou artigo.

Conheça mais detalhes dos membros do 'Conselho da Comunidade' acessando outras notícias sobre o projeto.

LEIA UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Os impactos da redução de áreas verdes, da arborização e do contato com a natureza na saúde mental, no aumento do estresse e na qualidade de vida da população.

- A necessidade de incluir de forma mais efetiva a preservação ambiental, a proteção da fauna, os corredores ecológicos e a convivência equilibrada entre desenvolvimento urbano e biodiversidade dentro do planejamento das cidades.

- A importância da participação conjunta de profissionais como biólogos, médicos-veterinários, ambientalistas e especialistas em saúde ambiental na construção de políticas públicas e projetos urbanos mais sustentáveis, humanos e integrados.

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