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Calendário de vacinação tem mudanças para 2016

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O Calendário Nacional de Vacinação, adotado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) teve mudanças para 2016. As alterações acontecem no esquema vacinal de seis vacinas, além da ampliação da faixa etária. As mudanças realizadas pelo Ministério da Saúde, já estão vigor e constam no informativo do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde. De acordo com a coordenadora da epidemiologia da Secretaria de Saúde de Castro, Ana Paula Lemos, no município todas as unidades de Saúde já estão adequadas ao novo calendário.

Assim, a partir de agora a vacina contra pneumonia, a pneumocócica 10 valente, será aplicada em duas doses, uma aos dois meses e outra aos quatro meses, seguida de reforço aos doze meses, preferencialmente. Entretanto a aplicação pode ser feita até quatro anos. Antes, o esquema vacinal previa três doses, e um reforço no primeiro ano.

Já a terceira dose da vacina contra a poliomielite passa a ser injetável. O bebê continua recebendo as três primeiras doses da vacina, aos dois, quatro e seis meses de vida. “O motivo da mudança da versão oral para injetável é que a vacina está passando por um período de adequação da fórmula”, explica Ana Paula. Conforme o Ministério da Saúde, a mudança é também uma nova etapa para o uso exclusivo da vacina inativada (injetável) na prevenção contra a paralisia infantil, considerando a proximidade da erradicação mundial da doença, sendo que no Brasil o último registro de casos de paralisia infantil, ocorreu em 1989. A primeira vacina de reforço continua sendo administrada aos 15 meses e a segunda para crianças de quatro a seis anos.

As mudanças seguem recomendação do Ministério da Saúde. De acordo com Ana Paula para quem encerrou o esquema antigo, não haverá mudanças. “Já quem está com o ciclo de vacinas do esquema vacinal antigo em andamento, será adequado ao novo esquema, conforme as doses já aplicadas”, explica.

Novos intervalos

O novo calendário também muda o esquema vacinal da vacina meningocócica C, contra meningite causada pelo meningococo C. O reforço foi antecipado dos 15 para os 12 meses, e pode ser feito até os quatro anos. O objetivo da mudança é assegurar maior proteção contra a bactéria causadora da meningite já no início do segundo ano de vida da criança. As duas primeiras doses da mesma vacina devem continuar sendo administrada aos três e cinco meses.

A partir de agora, assim como para outros casos, crianças com idade de 12 meses a quatro anos, que não tenham sido vacinadas poderão receber proteção por meio de dose única.

HPV

Outra alteração ocorre também para a vacina do papiloma vírus humano (HPV). O esquema vacinal passa a contar com duas doses somente para as meninas de 9 a 13 anos, sendo que a segunda dose deve ser aplicada após seis meses a primeira. De acordo com estudos, o esquema com duas doses apresenta uma resposta de anticorpos em meninas saudáveis de 9 a 13 anos não inferior quando comparada com a resposta imune de mulheres de 15 a 25 anos que receberam três doses. Somente as mulheres entre 9 a 26 anos que vivem com HIV devem continuar recebendo o esquema de três doses. “Ameninas que já receberam as duas doses não necessitarão fazer a terceira dose”, reforça Ana Paula.

Hepatite A

O esquema vacinal da Hepatite A também sofreu alteração e a partir de agora a dose única dos 12 meses foi transferida para os 15 meses. “Essa modificação justifica-se pela necessidade de reduzir o número de vacinas injetáveis em uma mesma visita à unidade de saúde e o desconforto decorrente delas”, ressalta Ana Paula.

Hepatite B

O Novo Calendário conta também com a ampliação da oferta da vacina Hepatite B para toda a população. A decisão do Ministério da Saúde inclui pessoas com idade acima de 50 anos e idosos, grupo que não recebia a imunização. O motivo da ampliação é o aumento na expectativa de vida da população brasileira, e da vida sexual ativa entre idosos, levando em conta que parte desse grupo se mostra resistente ao uso do preservativo, e assim fica mais exposto à doença.

Informações da assessoria.

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