Maternidade de Castro volta a atender em janeiro

Após a empresa participante do último processo de licitação ter sido considerada inabilitada, o Hospital Anna Fiorrillo Menarim volta para a administração da Prefeitura de Castro. Com as obras da nova maternidade em fase final, esse setor será o primeiro a iniciar o funcionamento, ainda no mês de janeiro. “A maternidade será o primeiro setor que voltará a atender. Na sequência os demais serviços serão reativados gradualmente”, destaca o prefeito Reinaldo Cardoso.
O secretário municipal de Saúde, Julio Sandrini, reforça que os trabalhos estão focados para o retorno do atendimento da maternidade. “Desde que reassumi o comando da Secretaria Municipal de Saúde, o fato das gestantes de Castro precisarem se deslocar para outras cidades para realizarem o parto me incomodava muito. Dessa forma, concentramos todo nosso empenho nessa meta, que é viabilizar uma maternidade no hospital municipal. Precisamos dar um basta nessa situação e hoje estamos muito próximos disso. Em breve essa maternidade será realidade e os castrenses poderão nascer em Castro outra vez”.
Na reforma foram criados vários novos ambientes exigidos na adequação do hospital. A nova maternidade conta com pouco mais de 1.000 m2 divididos entre a ala de internamento e centro obstétrico. Inicialmente serão 20 leitos para atendimento de partos de risco habitual e de risco intermediário. Este espaço conta também com sala de exame admissão e higienização de parturiente, sala de pré-parto, sala de recuperação pós-anestesia, duas salas de parto normal, uma sala de parto cirúrgico, sala para assistência a recém-nato, vestiário de barreira, estar médico e salas para serviço de apoio. A ala de internamento abriga, além dos quartos, um berçário de cuidados intermediários e uma área de cuidados e higienização dos bebês.
Além disso, conforme Sandrini, toda a reforma da maternidade esteve focada nas normas para a implementação do parto humanizado. “A humanização do parto permite tornar esse processo mais ‘humano’ de fato, respeitando os direitos das gestantes, com o objetivo de melhorar o acesso, incentivar o parto natural e proporcionar um atendimento de qualidade nesse momento tão especial para a mãe e o bebê”, ressalta.
A enfermeira Gislaine Tanaka, responsável pela controladoria de gestão organizacional em saúde, conta que o que diferencia o parto humanizado é a forma com que o processo é conduzido. “No parto humanizado, a mãe não se separa do filho, mesmo durante o processo de higienização e de cuidados com o bebê, mãe e filhos ficam no mesmo ambiente e saem juntos da sala de parto direto para o quarto”.
Por permitir esse contato permanente, entre mãe e filho, o parto humanizado contribui também como estímulo ao aleitamento materno, e na transmissão de anticorpos como forma de defesa da mãe para a pele do bebê. Além disso, deixar o filho no colo da mãe após o parto ajuda a estabilizar a temperatura corporal do recém-nascido, auxilia na estabilização dos batimentos cardíacos e respiração.
De acordo com Sandrini, até que o hospital comece a receber recursos do SUS o custeio será do município. O custo mensal da manutenção do Hospital Anna Fiorillo pode chegar a R$ 1,2 milhão quando estiver em seu total funcionamento.
Reforma
A Prefeitura de Castro está investindo mais de R$ 2 milhões em recursos próprios nas reformas necessárias no hospital, para atender ao Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público e modernizar alguns setores, oferecendo as condições adequadas de funcionamento. O trabalho inclui a troca de 6.500 m² de cobertura, calha e condutores, colocação de piso cerâmico em 112 quartos/consultórios, instalação de válvula de descarga em 78 banheiros, construção de vestiário e banheiros para funcionários, impermeabilização da granitina e pintura interna, instalação de telas milimétricas, reforma e adequação do lactário, centro cirúrgico, UTI, centro obstétrico, lavanderia, farmácia, necrotério e depósito de resíduos.
Informações da assessoria.





















